No dia 23 de Outubro, aqui no Brasil, se comemora o dia do aviador, em homenagem aos profissionais que pilotam aviões, sejam eles comerciais, de transporte ou privados.

A data celebra o brasileiro Alberto Santos Dumont, como “pai da aviação” pelo seu voo a bordo do 14-Bis na França, que ficou registrado como o início de uma grande revolução nos meios de transporte: o avião.

As maneiras de alcançar um cockpit são muitas, desde aviação desportiva com ultraleves, até o comando de aeronaves como o Airbus A380 e Boeing 747, ou também a abordo de caças. Falando em caças, nessa mesma data também se comemora o dia da FAB (Força Aérea Brasileira), não é a toa que o inventor brasileiro Santos Dumont é tão condecorado pela FAB.

Pois bem, uma profissão que é cobiçada por muitos, alguns desde pequenos, mas que se tornaram grandes e realizaram os próprios sonhos, tornando-se pilotos de grandes máquinas pelo mundo inteiro.

Tivemos o prazer de fazer uma pequena entrevista com o Comandante de Linha Aérea, André Duailibi, de 42 anos, que nos respondeu  algumas perguntas.

Foto – Arquivo Pessoal
André Duailibi.Piloto de Linha Aérea

Desde pequeno sempre foi de seu interesse ser aviador, ou teve interesses diferentes antes de chegar a ser piloto e trabalhar?
Sim, desde criança meu sonho era ser piloto de avião. Tive muito interesse pela Aviação Militar, mas pela limitação de usar óculos (que é impeditivo na Força Aérea Brasileira para ser piloto militar), direcionei a carreira para a aviação civil. 

Quando foi seu primeiro voo solo e qual foi a sua sensação?
O meu primeiro voo solo foi em julho de 1993, aos 18 anos. A sensação é de alegria muito grande !

Quais aeronaves você está habilitado a comandar, e qual modelo de aeronave para você foi destaque no mundo da aviação? ( Comercial/Militar)
Aviões Monomotores / Multimotores terrestres, EMB-120 Brasília, ATR-42 e Airbus A319/A320/A321. Destaques na aviação comercial considero o Concorde e de fabricação nacional, o E120 Brasília. Na Aviação Militar pra mim foi destaque o T-27 Tucano.

Na sua carreira teve algum momento tenso em algum voo, onde foi preciso manter a calma e seguir todos os protocolos de segurança, qual foi o fato e como foi solucionado?
Já experimentei problemas que requeriam atenção e ação corretiva, também outros que demandaram rápida decisão em prol da segurança. Mas graves problemas como fogo ou perda de potência num grande jato só tive em treinamentos periódicos em simulador.

Para os jovens que estão entrando ou tem aquele sonho de se tornar piloto, qual incentivo você compartilha?
Se tens a aviação como sonho e ideal de vida, nunca desanime, nunca! Mantenham a proa no lugar onde querem chegar! Manter o foco sempre é muito importante!

Com um mundo cada vez mais tecnológico, como você enxerga o trabalho do aviador no futuro?
O aviador do futuro será cada vez mais exigido no conhecimento global e informática, não só matérias específicas da aviação. As empresas compram os mais modernos aviões e equipamentos para treinamento, assim também exigem profissionais que estejam à altura para operá-los. O advento dos aviões remotamente pilotados já existe na aviação militar. É capaz que isso de alguma forma chegue algum dia pra ficar na aviação civil, daí sim teremos grandes mudanças para o aviador do futuro.

 

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André Magalhães

Redator da Aeroflap – Jornalista com foco em aviação e fanático por Aviação Militar – Fotógrafo/Spotter