O Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília (DF), deve iniciar a operação de pousos simultâneos independentes (quando dois aviões poderão pousar ao mesmo tempo no aeródromo) no primeiro semestre deste ano. Nesta semana a Agência Nacional de Aviação Civil homologou a cabeceira da pista 11 direita para pousos de precisão. O sistema de pouso de precisão por instrumentos (ILS, equipamento que fornece informações de eixo e rampa para o piloto) é um dos requisitos para operações simultâneas independentes.

Já as decolagens simultâneas independentes devem ser reativadas em até quatro meses. “Estamos aguardando o parecer do órgão regulador central (DECEA) sobre a análise de segurança”, afirmou o Comandante do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I), sediado em Brasília (DF), Brigadeiro do Ar Gustavo Adolfo Camargo de Oliveira.

Em 02 de março as operações de decolagens simultâneas foram suspensas depois do registro de dois incidentes. Nos dois casos (22/02 e 02/03) os controladores de tráfego aéreo agiram imediatamente e evitaram problemas mais graves. Segundo o comandante do CINDACTA I, as avaliações indicam que nos dois casos houve erro humano do operador ao inserir os dados no sistema de administração de voo. “Decidimos suspender para entender o que estava acontecendo”, explica o comandante.

Uma medida que pode ser adotada é a nova nomenclatura dos procedimentos de saída para cada cabeceira. O objetivo é reduzir a possibilidade de os operadores confundirem os comandos de saída. Caso isso ocorra, as cartas serão republicadas e toda a comunidade aeronáutica informada.

Em sua operação normal o Aeroporto de Brasília consegue operar até 62 operações de pousos e decolagens durante uma hora, com a operação independente as duas pistas podem movimentar até 80 operações por hora. O aeroporto é o único do Brasil que consegue realizar esse tipo de operação simultânea e independente das duas pistas, graças a separação de 1810m entre elas, cerca de 500m a mais do que o exigido pela ICAO.

Quando a operação simultânea é ativada, a torre de controle de tráfego aéreo trabalha com duas equipes: uma voltada para a pista sul e outra para a norte. Ou seja, é como se houvesse duas torres em ação.

Entre 12 de novembro de 2015 e 02 de março de 2016, período em que a operação de decolagens simultâneas independentes ficou em vigor no Aeroporto de Brasília, estima-se que foram realizadas 14 mil decolagens. Não há dados sobre quantas foram simultâneas.

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