A Infraero irá abrir, no segundo semestre desse ano, uma licitação para o projeto de expansão do Aeroporto de Congonhas, um dos principais do Brasil atualmente. A meta da Infraero seria aumentar a atual capacidade de 17 milhões de passageiros para 25 milhões, através de uma nova área construída e que expandiria em 46% a área do terminal atual. A meta inicial que é toda a reformulação e obras sejam entregues até 2019.

O projeto para a nova área conta com o aumento para 100,8 mil m² e irá incorporar mais 10 pontes de embarque fixas, atualmente Congonhas só conta com 12. O contrato ainda irá incluir um edifício garagem e uma nova área comercial, onde poderá ser instalado um hotel, shopping ou centro empresarial.

A Infraero afirma que o dinheiro para obras sairá através de uma concessão da área comercial de Congonhas, no mesmo molde do que será realizado no Aeroporto Santos Dumont. A nova empresa irá realizar as obras propostas pela Infraero em troca da rentabilidade comercial do local, que inclui a nova área comercial, a área interna, o estacionamento e demais áreas que atualmente são arrendadas. O mesmo procedimento foi adotado no Aeroporto de Goiânia, que teve suas obras concluídas rapidamente através de concessão.

Para participar da licitação a empresa terá de provar experiência na área de administração comercial e gestão. Segundo a Infraero, o período de concessão é longo (25 anos), e a obra exige rapidez e adequação do terminal para não afetar o tráfego aéreo durante o período.

Atualmente Congonhas tem duas limitações para realizar obras, a primeira é a Amam (Associação de Moradores e Amigos de Moema), que exige um amplo estudo sobre impacto nas áreas de segurança aérea e redução de ruídos, já que o bairro foi bastante afetado no acidente de um Fokker 100 da TAM em 1996. A segunda limitação seria o tombamento do Conpresp, que exige autorização para cada alteração em sua configuração original.

A última grande obra realizada em Congonhas foi entre os anos de 2003 e 2007, quando recebeu 12 pontes de embarque com braços móveis e uma reformulação total na área de embarque e desembarque. Essa obra também incluiu o recapeamento e manutenção das duas pistas do aeroporto, a principal e auxiliar.

 

Fonte – Folha de São Paulo (Veja o infográfico produzido por eles)

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