Amanhã o Aeroporto Internacional de Belém/Val de Cans, completará 58 anos de operações. Boa parte do seu tráfego é apoiado na variedade turística da região norte, é um dos principais aeroportos do Norte Brasileiro.

Somente no ano passado, 3,2 milhões de pessoas passaram pelo terminal, entre brasileiros e estrangeiros. O que coloca o aeroporto como o mais movimentado da região Norte em quantidade de passageiros transportados, ocupando a 9º colocação do ranking da Rede Infraero.

O aeroporto conta com uma capacidade anual para receber 7,7 milhões de passageiros, e sua arquitetura futurista foi projetada para aproveitar a iluminação natural. Há um espelho d´água, dentro do terminal de passageiros, com uma fonte que imita o barulho de chuva, e a ornamentação é feita com plantas típicas da região amazônica.

O sítio aeroportuário compreende uma área de 6,31 milhões de m², e a pista principal tem 2,8 mil metros de comprimento por 45 metros de largura. A média diária é de 50 voos entre pousos e decolagens comerciais regulares, de cinco companhias aéreas (Gol, Latam, MAP, Azul, Piquiatuba).

Os voos interligam Belém a diversos destinos brasileiros – Congonhas, Campinas e Guarulhos (SP); Recife (PE); Brasília (DF); Rio de Janeiro (RJ); Salvador (BA); Aracaju (SE) e Porto Alegre (RS). No caso dos voos internacionais, operam as companhias LATAM, TAP, Surinam Airways, Gol e a Azul Linhas Aéreas, que ligam a capital paraense à Europa, aos Estados Unidos, ao Suriname e à Guiana Francesa.

 

Curiosidade:

Com o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, a base aérea de Val-de-Cans passou a ser rota vital e estratégica para novos aviões militares que saiam das fábricas do Canadá e dos Estados Unidos e eram transladados para o norte da África e Europa.

Em 1944, nascia a Base Aérea de Belém, localizada ao lado do aeroporto. Nessa mesma época, as empresas aéreas Panair do Brasil, Pan American, Cruzeiro do Sul e NAB (Navegação Aérea Brasileira) iniciaram suas atividades no aeroporto, construindo estações de passageiros independentes e isoladas umas das outras. Foi de Val-de-Cans que as fortalezas voadoras B-17, B-19, B-24 e B-25 levantaram voo e fizeram escala em Natal (RN), antes de bombardear a cidade senegalesa de Dakar, prenunciando o histórico Dia D, na Normandia, dando início ao fim da Segunda Guerra Mundial.

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