Ontem o aeroporto Santos Dumont completou 80 anos!

Para padrões “humanos” já podemos um senhor de idade que já tem muita história para contar. Mas como aeroporto ele continua firme e forte recebendo e mandando passageiros para os seus destinos, vendo lágrimas e abraços, chegadas e partidas.

Ele viu os Electras brilharem na ponte aérea. Presenciou também a era jato chegar rasante sobre o Rio, mandou um filho seu para brilhar e receber grandes aeronaves já que ele não comportava receber aviões de grande porte que chegavam ao Brasil.

Foto - Infraero/Divulgação
Foto – Infraero/Divulgação

Mas rei que é rei nunca perde a majestade, faz jus ao nome que foi batizado e segue até hoje fazendo o Rio de Janeiro continuar lindo.

Parabéns ao Aeroporto Santo Dumont pelos 80 anos ininterruptos de existência e operação.

 

História

SDU em 1957. Foto - Infraero/Acervo
SDU em 1957. Foto – Infraero/Acervo

O Aeroporto Santos Dumont foi feito em um aterro na Baía de Guanabara durante a década de 1930, o local foi expandido em 370 mil m² com 2,7 milhões de metros cúbicos de areia. A primeira pista do aeroporto tinha 400 metros de extensão, suficiente para receber as aeronaves daquela época que pousavam no local.

A segunda etapa da pista, em 1936, tinha 700 metros no ato em que o aeroporto foi oficialmente inaugurado, em 1938 o aeroporto já recebia hidroaviões e seu terminal de passageiros começou a ser construído, como naquela época o aeroporto era um dos principais do Rio, sua pista foi expandida para 1050 metros.

O terminal levou 7 anos para ser inaugurado, em 1945. Após dois anos sua pista foi expandida para 1350 metros. 

SDU em 1977. Foto - Infraero/Acervo
SDU em 1977. Foto – Infraero/Acervo

De 1962 até o ano de 1992 o Aeroporto Santos Dumont se destacou com a tradicional ponte aérea entre Congonhas e SDU operada pelo Lockheed Electra em regime de acordo entre as companhias Varig, Vasp e Cruzeiro do Sul. Congonhas era um dos principais aeroportos de São Paulo, e um concentrador de passageiros de uma cidade em desenvolvimento.

O tradicional Electra foi substituído em 1992 pelo Boeing 737-300, a nova geração do 737 capaz de operar a jato as rotas para o Aeroporto Santos Dumont.

Em 2004 o aeroporto iniciou uma ampla reforma no terminal de passageiros, esse foi inaugurado em 2007 com o tradicional Píer com vidros azuis, uma reforma no antigo terminal de passageiros, reforma nas pistas e nos pátios de aeronaves, aumento do número de balcões para check-in (50 no total), ampliação das esteiras no desembarque e aumento na quantidade de lojas.

242_1Santos_Dumont
Santos Dumont atualmente. Foto – Infraero/Reprodução

Atualmente Santos Dumont conta com sistemas avançados para pousos e decolagens, como LOC/DME, NDB e até RPNAR, um moderno sistema que permite aproximações curtas e com mal tempo. A atual pista principal do aeroporto tem 1323 metros, o aeroporto recebe quase 10 milhões de passageiros por ano, com uma média de 29 movimentos de aeronaves por hora, quase o limite de operação do local.

Em 2016 o aeroporto recebeu um novo pátio para as aeronaves, equipado com pavimento de alta resistência adaptado para as novas aeronaves, um novo sistema de drenagem para impedir alagamentos, a Infraero planejou também uma nova área para posições remotas no SDU, que agora conta com 14 posições.

Nem a proximidade com o Aeroporto do Galeão tirou a importância de SDU para a aviação do país, atualmente Galeão opera tem uma média de 17 milhões de passageiros por ano, ressaltando que no Rio de Janeiro, somente ele opera voos internacionais.

 

Vídeo – Momento emocionante que envolve o Aeroporto Santos Dumont, último voo do Electra na ponte aérea

COMPARTILHAR