A Air New Zealand, uma tradicional companhia aérea da Nova Zelândia, precisou cancelar e atrasar alguns voos recentemente por conta de uma manutenção antecipada nos motores Rolls-Royce Trent 1000 que equipam os Boeing 787-9 da companhia.

O que agravou esse fato foi a Rolls-Royce não ter peças nem motores sobressalentes, atrasando a manutenção e resultando na pausa das operações com cada aeronave que necessita dessa manutenção antecipada, a troca do motor em si é feita rapidamente, e dura menos de um dia.

A Comissão de Investigação de Acidentes de Transporte da Nova Zelândia (TAIC) está investigando dois incidentes recentes em voos realizados pelos 787-9. Esses voos tiveram suas rotas alteradas por causa de problemas nos motores Rolls-Royce.

Na última quarta-feira um Boeing 787-9 da Air New Zealand, que cumpria o voo de Auckland para Buenos Aires, teve que voltar para o aeroporto de origem 2 horas após a decolagem da cidade da Nova Zelândia. De acordo com a TAIC, o motivo foi indicações anormais em um dos motores, sem detalhar o tipo de problema.

Na terça-feira um voo da Air New Zealand que seguia para Tóquio/Narita partindo de Auckland também precisou retornar ao aeroporto de origem após indicações anormais em um dos motores. Um funcionário de manutenção da Air New Zealand, David Morgan, disse ao NZ Herald que as lâminas tiveram falha estrutural no voo que partiu rumo à Tóquio/Narita, a elevada temperatura de exaustão dos gases do motor mostrou o problema aos pilotos.

A companhia aérea disse em um comunicado à Bolsa de Valores da Nova Zelândia que os cancelamentos não prevêem qualquer alteração em sua orientação de lucros atual nesta fase. A companhia ainda disse que trabalha para minimizar o impacto aos passageiros.

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A companhia aérea japonesa ANA (All Nippon Airways) e a Virgin Atlantic do Reino Unido também relataram problemas com os motores Rolls-Royce nos últimos 18 meses. Em agosto a ANA precisou cancelar 300 voos devidos aos problemas nos motores Rolls-Royce Trent 1000.

O primeiro voo cancelado pela ANA foi a rota de Tóquio para Fukuoka (All Nippon Airways Voo 241), onde um motor do 787 que estava cumprindo a rota apresentou falha e a aeronave precisou alternar para seu destino inicial.

A solução para sanar esse problema de corrosão será substituir diversos componentes internos do motor Rolls-Royce que equipa o 787. Apesar de não haver nenhum Boeing 787 com motorização RR nos Estados Unidos, a FAA (Administração Federal de Aviação) disse em um comunicado que o problema decorre de uma corrosão nas pás das turbinas, uma parte do motor RR. A FAA disse que essa corrosão não é capaz de afetar a segurança do voo.

A ANA precisará substituir várias pás na turbina de média pressão, localizada entre a turbina de alta pressão e a de baixa pressão, logo na saída de ar do motor. Essa já é a terceira vez que a ANA reportou um problema de corrosão em 2016. Somente com os cancelamentos de hoje a ANA perdeu US$ 548000.

Via – Reuters/BBC

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