Faltam poucos dias para o Farnborough Air Show, um dos principais eventos de aviação do mundo.

Enquanto há um certo suspense da Boeing apresentar o projeto final do NMA, a Airbus segue tentando contornar a situação com suas próprias aeronaves, já que anunciou recentemente o não interesse da diretoria em desenvolver outro avião somente para concorrer com o NMA.

A nova aposta da Airbus é oferecer o A330neo como um complemento ao A321neo LR, uma versão do A321neo que pode levar 240 passageiros e fazer voos com distância de até 7400 km.

Na visão da Airbus, o A321neo LR poderá substituir o Boeing 757-200, enquanto o A330neo apresentará uma possibilidade de substituir os atuais 757-300 e todas as variante da família Boeing 767.

Airbus A321neo LR será certificado em breve.

O grande problema do A330neo é que ele só consegue se aproximar do consumo de um Boeing 767-300, e custa bem mais caro que um A321neo LR para adquirir. Isso explica as baixas encomendas do modelo até o momento, além do fato de chegar tarde ao mercado. A Boeing estima que um 787-9 tenha um consumo 10% menor, em comparação com o A330-900neo.

Eric Schulz, o vice-presidente comercial da Airbus, disse que colocar um novo produto não faz sentido, já que a empresa lançou uma gama completa de novas aeronaves nos últimos 5 anos.

Dessa forma a Airbus não faz nenhum dos dois serviços que as companhias aéreas espera, que é uma aeronave de alcance médio, para fazer boa parte dos voos internacionais existentes, e capacidade de assentos oscilando entre 220 a 270.

É isso que as companhias estão esperando do novo NMA, que até agora não tem nome oficial. Por isso a ansiedade pela apresentação da aeronave ainda em 2018, algo que pode não ocorrer em breve.

Projeção inicial do NMA, apresentada pela Boeing no Paris Air Show de 2017.

O que poderemos ver nos próximos anos é a Airbus e a Boeing apostando em maneiras diferentes de ganhar espaço na faixa de 200 a 300 assentos, incluindo a substituição dos Boeing 757 e 767 restantes.

Essa estratégia diferente entre as duas empresas será capaz de mostrar quem está certo no longo prazo, e se a Boeing continuará sua hegemonia nos aviões com mais de 240 assentos.

This post is available in: pt-brPortuguês