Assim como era esperado na fusão da Airbus com o programa CSeries da Bombardier, a fabricante europeia apresentou hoje (10/07), em Toulouse (França), a nova identidade do antigo CSeries da Bombardier.

Agora os jatos ganharam a nomenclatura A220, sendo que somente o A220-300 foi apresentado hoje, também com as cores tradicionais da Airbus.

A aeronave fez um voo direto do Canadá para Toulouse, na França, onde pousou às 12h25 (horário local), em uma cerimônia realizada somente para funcionários e convidados da Airbus.

Dessa forma a Airbus ganhou no seu catálogo de vendas aeronaves regionais, na faixa de 100 a 150 assentos, mercado que a fabricante participou somente com o A319 nos últimos anos, mas sem produtos focados, como a Embraer faz desde a década passada.

O antigo CS100 tem 110 assentos em única classe como padrão para o seu interior, enquanto o CS300 pode suportar até 160 passageiros em uma única classe. Anteriormente a Bombardier já tinha fabricado 36 aviões, com 402 aviões encomendados na sua lista de pedidos.

Agora o CS100 se chamará A220-100 e o CS300 se chamará A220-300.

A matriz do programa CSeries, a linha de montagem primária e as funções relacionadas são baseadas em Mirabel, no Québec. A Airbus espera inaugurar uma linha de montagem final do CSeries até 2020, nos Estados Unidos, mirando uma maior participação no mercado dos Estados Unidos e de países aliados.

Além disso a Airbus ainda terá dois aviões de nova geração com capacidade para até 150 passageiros, o CS300 e o A319neo. Ao mesmo tempo ela concorrerá com os aviões da Embraer, empresa que hoje detém uma boa fatia do mercado de aviões regionais no mundo.

A Boeing não tem nenhum avião capaz de concorrer diretamente com a linha regional CSeries da Bombardier, se não fechar a parceria com a Embraer.

 

Retrospectiva

O acordo entre as duas empresas foi anunciado em outubro de 2017, onde a Airbus disse que estava adquirindo uma participação de 50,01% na CSeries Aircraft Limited Partnership (CSALP), um grupo investidor que lidera o projeto do avião CSeries da Bombardier.

O resto da participação acionária será dividida em 31% para a Bombardier e 19% pela Investissement Québec. Anteriormente a participação era dividida em 62% para a Bombardier e 38% para a Investissement Québec.

A transação acionária foi finalizada no último dia 1º de julho, e desde então os aviões da linha CSeries passaram a fazer parte do catálogo de aviões no site da Airbus.

A Airbus fica responsável pelos serviços de suporte de vendas e marketing da linha CSeries; Gerenciamento de compras, que inclui negociações para melhorar os contratos com fornecedores da linha de montagem; Contribuição no suporte ao cliente. No encerramento, não haverá contribuição em dinheiro por nenhum dos parceiros, nem o CSALP assumirá qualquer dívida financeira.

A Bombardier continuacom seu plano de financiamento do CSeries, e também vai cobrir os déficits de caixa do desenvolvimento. Com 0,01% a mais das ações, a Airbus ficará no controle do projeto por 7,5 anos, no mínimo. 

O Conselho de Administração do programa CSALP agora consiste inicialmente em sete diretores, quatro dos quais são propostos pela Airbus, dois dos quais são propostos pela Bombardier e um proposto pelo QI. A Airbus tem o direito de nomear o presidente do CSALP, além de ter ampla maioria na votação de qualquer requisito administrativo.

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