Dois gigantes europeus, a Airbus e a Siemens, anunciaram um plano de colaboração para criar aeronaves eletricamente-motorizadas. Uma equipe de 200 engenheiros de ambas as empresas vão se juntar no desenvolvimento de propulsão eléctrica para aviões com capacidade para 100 passageiros.

Ao fazer isso, os CEOs de ambas as empresas, Tom Enders e Joe Kaeser, lançaram um projeto conjunto com o objetivo de demonstrar a viabilidade técnica de vários sistemas de propulsão elétricos e híbridos até 2020. As empresas acreditam que, até 2030, aviões de passageiros abaixo de 100 assentos vão poder ser impulsionado por sistemas de propulsão híbridos.

Recentemente, o CEO da Tesla Motors, o Sr. Elon Musk, introduziu baterias da Tesla uso comercial e doméstico. A nova bateria de lítio ion, com capacidade para 10 kWh, compreende um sistema de controle térmico líquido e um software que recebe comandos a partir de um inversor solar. Embora o custo unitário seja modesto para a categoria, as suas potenciais aplicações para as indústrias já é um tema bastante abordado entre os aficionados de tecnologia em todo o mundo. Por exemplo, objeto de seguimento, a nova bateria pode se tornar o próximo grande passo na aviação, onde a possibilidade de integrar componentes elétricos de aeronaves pode ser a resposta a muitas das preocupações ambientais prementes.

Foto - Siemens/Divulgação
Motor elétrico da Siemens que pesa 50kg (sem hélice) e fornece 260KW. Foto – Siemens/Divulgação

Os sistemas de propulsão híbrida podem reduzir significativamente o consumo de combustível das aeronaves, além de reduzir o ruído sonoro e ajudar a atingir as metas de poluição. O esperado é uma redução de até 75% das emissões de CO2 até 2050 em comparação com os valores para o ano de 2000. Estes objetivos ambiciosos da União Européia não podem ser alcançados por tecnologias convencionais, utilizadas atualmente.

A Airbus Group tem diversos planos e protótipos para estudar os mais diferentes tipos de aeronaves com essa configuração híbrida, incluindo aeronaves de pequeno porte e de até 100 assentos, helicópteros ou drones. Ambas as empresas apresentaram uma aeronave híbrida por volta de 2011. Desde então, a Siemens vem desenvolvendo um motor eléctrico que fornece cinco vezes mais energia, mantendo o mesmo peso.

Já a Airbus Group vem adquirindo experiência operacional com propulsão elétrica desde 2014, quando o E-Fan foi lançado, um elétrico de dois lugares dedicado ao treinamento de pilotos. Este projeto só foi realizado devido aos vários parceiros industriais e o apoio constante do governo francês.

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