A China é o mercado de maior demanda no setor de aviação no mundo, o país superpopuloso está sentindo a necessidade de expandir ainda mais os seus serviços aéreos, todos os dias. E por isso a Airbus lançou uma previsão para a família A380, onde espera vender entre 60 a 100 aviões deste modelo para o país asiático nos próximos 5 anos.

“Estou trabalhando na criação de um efeito dominó”, afirmou Eric Chen, presidente e CEO da Airbus Commercial Aircraft China, em um evento da empresa em Pequim. Até agora, apenas a China Southern Airlines opera uma pequena frota de cinco A380.



No momento a Airbus está lutando para vender a aeronave em outro lugar, o principal local de operação do A380 é no Oriente Médio, a Emirates receberá em breve o 100º A380 da sua frota, e opera muito bem mesmo com vários gigantes fazendo voos para todos os cantos do mundo, até para o Brasil.

A fabricante europeia chegou até mesmo a lançar uma nova versão do A380, denominada A380 Plus, com melhorias que ampliam bastante o espaço para novos assentos e melhoram o consumo de combustível em cerca de 5%.

Nova versão do A380. O A380 Plus.

Mas o mercado da China tem ainda mais potencial, devido ao crescimento exponencial do transporte aéreo, o mercado de voos internacionais saltou de 20 milhões de passageiros transportados em 2006 para 120 milhões em 2016, um número bem significativo.

O A380 é sobretudo capaz de lidar com um grande fluxo de passageiros, é o ideal para fazer ligações entre um movimentado Hub e cidades chaves, onde a demanda é altíssima, a Emirates usa bem a fórmula concentrando todos em Dubai, outras operadoras usam em Hubs específicos e operam para destinos de alta demanda em voos de longa distância, como a Air France.

Eric Chen também afirma que as companhias aéreas chinesas cerca de um terço do tráfego internacional para a China, é um volume significativo. No país asiático há 202 aeronaves da linha A330 sendo operadas por companhias aéreas da China, e mais uma infinidade de aviões da Boeing.

De acordo com ele há uma falta de confiança em operar o A380, “precisamos trabalhar com as companhias aéreas “, disse ele. Na sua opinião, as companhias chinesas são “absolutamente capazes” operacionalmente e também em uma perspectiva de engenharia.

 

Via – Aviation Week