A Airbus lançou nesta semana uma nova previsão do mercado de aviação, onde espera que em 2038 teremos 48 mil aviões voando nas companhias aéreas. Isso é mais do que o dobro de aviões atualmente, e apresenta um crescimento médio de 4,4% ao ano.

Desse modo, contando também com a aposentadoria das aeronaves que estão voando atualmente, cerca de 37390 novos aviões serão necessários até 2038, sendo 10850 deles para substituir aviões que se aposentarão.

Grande parte desse impulso para a aviação mundial virá das economias emergentes, que terão um grande crescimento no cenário, nós já podemos ver esse efeito na China e na Índia, onde a aviação está crescendo exponencialmente. A Airbus diz que o mercado de aviação se multiplicará em 250% nesses países.

Um dos destaques, para a Airbus, é as características das novas aeronaves, que permitem a abertura de novas rotas que antes não existiam. Um exemplo, para a fabricante, é o A321neo, equipado com o pacote LR, essa aeronave pode fazer rotas entre os Estados Unidos e a Europa que antes só eram viáveis com jatos maiores, limitando o número de cidades atendidas com voos diretos devido à demanda.

Outros aviões, como o A350-900 ULR, com um pacote de longo alcance, permite voos sem escalas da Oceania para os Estados Unidos, já que oferece uma autonomia de voo maior em comparação com o Boeing 777-200LR. A própria Singapore Airlines já se interessou por esse tipo de voo.

Com o A321neo LR é possível fazer voos de Natal para Paris sem escalas, ou de Nova York até Paris.

Enquanto isso uma linha de jatos regionais e de pequeno porte, como a CSeries, permitirá abrir rotas de curta distância em mercados que anteriormente não eram atendidos pelo meio aéreo. Vale ressaltar que o CS100, com capacidade para 110 passageiros, tem a mesma autonomia de voo que um A320neo.

É exatamente esses aviões de corredor único (A320neo) que terão a maior parte das novas aeronaves, representando 28550 delas, de acordo com a previsão da Airbus. Já os aviões widebody, ou seja, com dois corredores, representarão mais 3000 aviões. O mercado de aeronaves regionais vai demandar cerca de mais de 3000 novos aviões.

Já para os tripulantes isso representa uma oportunidade, visto que esse crescimento gerará a necessidade de 540 mil pilotos, nos próximos 20 anos.

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