O chefe de operações da Airbus alertou um comitê do Parlamentar Britânico sobre os riscos de interromper o modelo estratégico de desenvolvimento da empresa, durante uma sessão sobre o futuro do Reino Unido com a União Europeia.

Tom Williams, chefe de operações na Airbus, demonstrou preocupações sobre algumas complicações entre a Airbus e o governo do Reino Unido, a maioria centrada em riscos aduaneiros como impostos e restrições entre as trocas de funcionários de unidades, que adequa a operação da Airbus de acordo com a área que cada funcionário atua dentro da empresa.

“Se eu tiver um problema na linha de montagem final na Alemanha ou na França, posso chamar funcionários da fábrica de Broughton e enviar 20 mecânicos para Toulouse amanhã de manhã, com caixas de ferramentas para resolver o problema”, disse ele. “Eu não tenho que esperar 90 dias para obter um visto.”

Ele ressaltou que a Airbus estava “ainda muito comprometida” com o Reino Unido, porque faz parte integrante do fabricante, mas que qualquer mudança macroeconômica ou “bloqueio” de suas operações pode resultar em uma retirada do país das operações da Airbus.

Unidade de montagem da Airbus em Toulouse/França.

Williams disse ao comitê, no dia 24 de janeiro, que a Airbus era a razão pela qual a Europa conseguiu competir efetivamente com os EUA no setor aeroespacial e que, se a Airbus não existisse, “teríamos de criá-la”. “Eu tenho certeza que há muitas pessoas na base industrial da Boeing em Seattle e em Washington, que ficariam mais do que encantadas em ver este cenário de cooperação jogado fora, porque eles vão aproveitar todas as oportunidades para tentar minar o sucesso da Airbus”, afirmou.

Ele ainda emendou afirmando que anteriormente embora o Reino Unido tivesse fortes capacidades na fabricação de asas e motores para aviões comerciais, era mais fraco em outras áreas, como a fuselagem e a produção de aviônicos.

“Acho que há muitas partes de uma aeronave em que não somos os melhores, não poderíamos competir em todo o mundo a integração que faz a Airbus”, disse Williams, apontando que as indústrias europeias ocupavam apenas 11% do mercado aeroespacial mundial antes que a Airbus fosse estabelecida.

 

Via – FlightGlobal

 

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