A Airbus retomará neste mês as entregas do A320neo equipados com motores Pratt & Whitney Pure Power 1100G, após uma pausa na produção para correções de engenharia do motor.

De fevereiro até abril a produção do A320neo com motores CFM Leap-1A foi mantida com normalidade, mas uma Diretiva de Aeronavegabilidade de Emergência, emitida pela EASA, retirou a certificação ETOPS dos motores Pure Power, devido à várias ocorrências de desligamento do motor em voo (IFSD) e também em condições de decolagem abortada (Rejected Take-Off), isso causou uma diminuição temporária das entregas de novas aeronaves com esse motor da Pratt & Whitney.



Na época foram impostas três restrições para os motores Pure Power?:

  • Depois de 3 voos realizados com esses motores afetados; Efetuar uma pausa da aeronave.
  • As operações ETOPS não são permitidas, mesmo que somente um motor da aeronave (de dois) esteja afetado devido à atualização.
  • A operação só é autorizada após a companhia enviar para a EASA uma cópia dos documentos do motor, procedimento de manutenção e mais detalhes dos voos em conformidade ETOPS realizados pela aeronave (se houve).

Mas a Airbus disse nesta semana ao Portal FlightGlobal que já está solucionando o caso, e pretende retomar a normalidade das entregas em abril deste ano, ressaltando que a Pratt & Whitney já entregou os motores com as correções necessárias.

Ao todo essa falha poderia afetar 98 motores, sendo que 55 deles ainda seriam instalados nas aeronaves da linha de produção.

Dessa forma a Airbus conseguirá recuperar rapidamente a estimativa de produção de aeronaves para esse semestre, e também cumprir sua meta anual, caso nenhum problema na linha de produção aconteça.

 

Histórico do defeito

Os motores afetados foram os mesmos modificados pela Pratt & Whitney no passado, para corrigir vários erros de projeto que afetavam a operação e diminuía a confiabilidade do motor. A atualização foi lançada entre junho e julho para as aeronaves da linha de produção.

A Airbus decidiu paralisar as entregas pois os aviões da linha de produção já recebem a atualização de série, pelo menos desde o quarto trimestre de 2017, quando a Pratt & Whitney implementou essas modificações na linha de produção.

De acordo com a Diretiva da EASA, os motores dos incidentes tiveram alterações no cubo do compressor de alta pressão.

Outros aviões foram eventualmente atualizados com novos motores fornecidos gratuitamente pela Pratt & Whitney. Antes eles sofriam de problemas no núcleo do motor, atrito na fan frontal, desgaste na câmara de combustão e também no compressor de alta pressão.