O relógio ainda não marcava cinco horas da manhã de quarta-feira (4) e já ocorria o briefing preparatório para o primeiro voo do Aspirante Aviador Gabriel Ramirez Pina, de 22 anos, no avião C-95 Bandeirante, do Esquadrão Rumba (1°/5°GAV). Foi a primeira instrução aérea do Programa de Especialização Operacional (PESOP) de 2018 e o primeiro voo do Aspirante Ramirez na aeronave bimotor de transporte.

“O voo muda bastante, a aviônica é bem distinta, então o tipo de coordenação é diferente do que a gente está acostumado”, apontou o aviador que se formou na Academia da Força Aérea (AFA) no ano passado. Na AFA, os cadetes pilotam apenas as aeronaves T-25 Universal e o T-27 Tucano.

Depois do Esquadrão Rumba, que capacita os pilotos de combate nas aviações de transporte e patrulha, o Esquadrão Gavião, que especializa os pilotos de asas rotativas, iniciou as instruções de voo na quinta-feira (5); seguido pelo Esquadrão Joker, responsável pela formação dos pilotos de caça da Força Aérea Brasileira (FAB), que começou as instruções na segunda (9).

Foto – FAB/Divulgação

Nas aviações de transporte e patrulha, a instrução aérea começa com duas missões, uma de ambientação da aeronave e outra de exercícios no espaço aéreo da cidade de Natal. “O mais importante nessa fase inicial de instrução para os estagiários é que eles estejam com o estudo das particularidades da aeronave realizado e o voo mental bem feito. Com isso, os instrutores podem se concentrar no desenvolvimento psicomotor deles”, avaliou o instrutor do Rumba, Major Aviador Jader Mario Santana Moreira.

Nos cursos de especialização de asas rotativas e de caça a instrução aérea também começa com voos de ambientação, fase denominada pré-solo. Nesta etapa, os alunos aprendem procedimentos necessários para um voo básico de helicóptero ou de caça. Os instrutores realizam exercícios que demonstram ao aluno as especificidades da aeronave e de cada aviação.

 

Via – Força Aérea Brasileira

This post is available in: pt-brPortuguês