Foto - Chris Lofting

Recentemente a American Airlines sofreu um incidente em solo, quando a tripulação de cabine de um A330, pronta para cumprir um voo de Londres (Heathrow) para Charlotte (AA731) solicitou a evacuação dos passageiros da aeronave, mesmo em solo, após uma fumaça tomar conta do interior.

Mas nesse incidente os tripulantes de cabine (comissários de bordo) chamaram o piloto no cockpit através de uma função que declara comunicação normal, e não como uma chamada de emergência. Os pilotos distraídos com a solução do problema e com os alarmes não atenderam a tripulação, e não possibilitaram o acionamento dos slides, visto que as portas não estavam em “automático”.

As autoridades afirmaram que as investigações encontraram problemas na Unidade Auxiliar de Energia, conhecida como APU, um gerador que fica na parte traseira da aeronave e que possibilita ligar os motores e o ar-condicionado em solo. Mas o relatório focou especificamente no problema da evacuação de emergência.

A investigação apontou que uma comunicação de emergência com a cabine de comando (cockpit) poderia ter cessado o problema, mas a falta de padronização das aeronaves da American Airlines indicou que os aparelhos de “interfone” diferem entre os tipos de aeronaves, gerando erros durante o procedimento.

“Essa falta de padronização pode ter sido um fator no qual os [tripulantes] não conseguiram iniciar uma chamada de emergência”, diz.

Depois de perceber que a fumaça não estava relacionada com a questão técnica em discussão no cockpit, o capitão reagiu ao desligar a sangria de ar da APU. Ele acreditava ter isolado a fonte da fumaça. Ele fez uma comunicação com os passageiros após isso.

Segundo os investigadores, isso levou à “confusão” entre os 277 passageiros. Cerca de 25 passageiros deixaram a aeronave através das portas traseiras. Duas outras portas de saída também foram abertas, uma sem ativação do escorregador (Evacuation Slide), mas a maioria dos passageiros deixaram a aeronave através da ponte de embarque, que ainda estava conectada na porta dianteira.

Essa confusão foi gerada pois os tripulantes de cabine já haviam iniciado uma evacuação de acordo com os procedimentos, enquanto não conseguiam contato com os pilotos, quando percebeu o problema o Comandante, ao invés de fazer uma chamada de emergência para os tripulantes de cabine, interveio usando o sistema de alto-falantes do avião em uma tentativa de parar a evacuação.

O comandante só deveria parar a evacuação caso houvesse informações claras sobre as condições da cabine, algo que não ocorreu.

Para isso a American Airlines refinou seus procedimentos em determinados tipos de aeronaves, para evitar confusões em caso de evacuação de emergência como no caso deste voo.

A American Airlines também criou um procedimento para desembarque de emergência para quando a aeronave está no portão de embarque, sublinhando a prioridade de saída dos passageiros da aeronave.

Dessa forma os tripulantes ficaram alinhados sobre o que fazer quando há uma emergência com a aeronave ainda em solo, e como todos devem agir, independente do Comandante. A comunicação também foi melhorada entre os tripulantes de cabine e os pilotos (cockpit), para evitar confusões a bordo em caso de emergência.

A American Airlines destacou em nota que “prioriza a segurança em todos os aspectos” de sua operação e “pretende se beneficiar das lições tiradas deste evento”.

Para o A330 esse procedimento não deverá durar muito tempo, visto que a American Airlines planeja aposentar as aeronaves desse modelo a partir de 2018.

 

Via – FlightGlobal

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