Após diversos twitters de Donald Trump alegando descontrole nos gastos do programa F-35, o novo caça militar de fabricação americana, a Lockheed está prestes a oferecer um novo contrato que reduz os custos de desenvolvimento da aeronave, a empresa realizou uma reunião com o presidente eleito para firmar novos valores e meta de programa de desenvolvimento do F-35.

O custo total de desenvolvimento do caça F-35 foi divido entre vários países parceiros, o Estados Unidos ficaria responsável pelo gasto de US$ 395 bilhões para projetar e comprar 2457 aeronaves de combate, 200 bilhões a mais do que o valor estimado inicialmente. A Lockheed Martin ameaçou até mesmo extrapolar o custo de 1,1 trilhão de dólares para desenvolver e construir as unidades do F-35, a aeronave logo ficou famosa por ser o projeto mais caro da indústria militar americana recente.

Donald Trump, presidente eleito do Estados Unidos que irá assumir o cargo nessa semana, anunciou em dezembro que o custo do programa estaria sem controle, e que trabalharia com a Lockheed para diminuir o valor necessário de aquisição dos caças, atualmente cada um sai por cerca de US$ 160 milhões. 

Apesar do altíssimo custo de desenvolvimento e compra, Donald Trump sinaliza que o F-35 é ideal para manter a superioridade aérea do país no mundo, assim como afirmou o General John Mattis, indicado para o cargo de secretário de Defesa, na última quinta-feira (12/01). 

O comunicado de imprensa da Lockheed Martin afirma que o novo acordo com Trump além de diminuir os gastos, também criaria mais 1800 novos empregos no Estados Unidos.

O F-35 é um caça de quinta geração que se destaca por sua versatilidade de projeto, atualmente ele tem três versões disponíveis para entrega. A primeira (F-35A) é de uso comum para combate aéreo, a segunda versão (F-35B) tem capacidade de pousar na vertical a partir de um sistema com direcionamento de fluxo de ar, uma terceira versão (F-35C) é capaz de ser utilizada em porta aviões e suporta o trilho de aceleração e frenagem.

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