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ATR com quase 100 assentos? É possível

Foto - ATR

Será que a ATR poderia produzir um turboélice com quase 100 assentos?

Essa pergunta foi colocada durante a Farnborough Airshow de 2016 pela FlightGlobal, um portal de aviação. O presidente-executivo da ATR, Patrick de Castelbajac, afirmou que os investidores da empresa preferem manter a mesma aposta de mercado, reformulando a linha atual para uma re-motorização, que tornaria o ATR ainda mais eficiente.

Mas Castelbajac afirmou que a parte italiana da ATR estaria interessada em criar um novo modelo, com capacidade próxima de 100 assentos. A decisão final depende só de quanto a Aeritalia irá aumentar o investimento na ATR, visto que atualmente o investimento está em 50% para cada lado, até mesmo da Airbus, que não estaria interessada em um ATR para 100 passageiros.

Apesar dessa conversa o presidente da ATR afirmou que as negociações estão em um estado inicial, e que não terá nenhum anúncio oficial nos próximos meses.

Castelbajac argumenta que a re-motorização da aeronave poderia servir como uma “ponte” para o desenvolvimento de um modelo totalmente novo mais tarde, porque a família ATR já existente pode precisar de uma atualização para competir contra os novos jatos regionais, como o Ejet E2 da Embraer e o CS100 da Bombardier.

“A Pratt & Whitney Canada está fazendo um trabalho muito bom oferecendo seu motor turboélice PW127M para o ATR 42-600 e ATR 72-600”, disse de Castelbajac. Mas ele acrescenta: “É projeto com certa idade.”

O presidente da ATR afirmou que já está havendo negociações com a P&W Canada e a General Electric para criar um novo motor, com características da geração atual. Castelbajac ainda afirma que a GE está bastante ansiosa com o projeto em cooperação com ATR, porque, o mercado de aviões regionais de nova geração ficou com a PW, após a Embraer e Bombardier selecionarem o PW1000G para equipar suas aeronave. Lembrando que o Ejet de primeira geração utiliza exclusivamente motor GE, assim como o CRJ 1000.

Patrick de Castelbajac disse que a nova tecnologia de re-motorização terá que reduzir pelo menos 15% no consumo de combustível e gastar 25% a menos em manutenção.

 

Fonte – FlightGlobal

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Redação Aeroflap

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