Na última sexta-feira a Coreia do Norte novamente realizou testes com um míssil balístico, que dizem ser intercontinental, categorizando ele como um ICBM. Era para ser um teste normal, porém houve um treinamento dos Estados Unidos com bombardeiro e caças da Coreia do Sul e Japão, e para piorar o Pentágono afirmou que um voo da Air France passou perto do míssil norte-coreano.

De acordo com informações divulgadas pelo Pentágono sobre a distância, o ICBM norte-coreano passou a 10 minutos (de voo) do voo 293 da Air France, que estava indo de Tóquio até Paris com 323 passageiros, operado pelo Boeing 777. A aeronave sobrevoou o ponto onde o míssil Hwasong-14 caiu, cerca de 10 minutos antes do avião passar pelo local.

A companhia aérea disse que a área de testes de mísseis da Coreia do Norte não interfere nas rotas da companhia, e que não há necessidade de mudança nas rotas dos voos no momento. Um ex-chefe do órgão americano NTSB classificou isso como “criação de perigo para o espaço aéreo comercial”. De acordo com a Air France, as rotas são avaliadas em relação ao perigo gerado pelo local, e então são alteradas, como na Síria, poucos aviões passam pelo local.

Um porta-voz do Pentágono, capitão Jeff Davis, disse que o míssil norte-coreano é descontrolado e não sabe bem a área que atingirá previamente.

O míssil voou por 47 minutos e 12 segundos, atingindo a altitude de 3724 quilômetros e voando por 1000 km, de acordo com informações da Coreia do Norte, ele caiu na zona econômica exclusiva do Japão, no Mar do Japão, uma área usada por embarcações comerciais e de pesca.

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