Depois de desclassificar boa parte das aeronaves em seu programa para escolher um novo avião de treinamento básico para a Força Aérea Americana, visando a substituição do A-10, sobrou para o Embraer A-29 a única concorrência com o AT-6.

O A-29 Super Tucano que participa do programa é fabricado em Jacksonville, na Flórida. A Força Aérea já tinha certificado o Super Tucano para forças aéreas estrangeiras como a Afegã e a Libanesa. Esse é o único avião de ataque turboélice usado pela USAF em situações de guerra, onde há vários ataques ao solo.



O AT-6 e o ​​A-29 participarão da segunda fase de testes do programa OA-X de maio a julho deste ano em Davis-Monthan AFB, no Arizona. A segunda fase foi originalmente planejada como uma zona de combate, e a terceira de uma série de eventos do Combat Dragon, que remontam à Guerra do Vietnã.

A Força Aérea dos Estados Unidos focará em dados de armas, comunicação e radares nesta fase de testes. A finalidade não é testar totalmente o poder de fogo, mas o nível de tecnologia das aeronaves, de forma que se aproximem ao máximo dos aviões mais equipados, como o F-35.

Dessa forma um piloto estará mais adaptado à modernidade dos jatos, quando o piloto subir de categoria e começar a pilotar os caças de 4ª e 5ª geração.

Foto – USAF/Reprodução

Os aviões Super Tucano do programa OA-X são diferentes dos fabricados pela Embraer que voam no Brasil, bem como aos que voam no Oriente Médio. Os Super Tucanos em questão estão sendo atualizados com links de dados específicos (Link 16), que possibilitam a comunicação do A-29 com as demais aeronaves da USAF. Além disso a SNC equipa a aeronave com proteção balística para os pilotos e itens de extrema importância da aeronave, como o sistema de propulsão.

O Comitê Serviços Armados do Senado já autorizou um valor de cerca de US$ 1,2 bilhão para o investimento em uma nova aeronave de ataque leve e observação para a USAF, e os baixos custos são umas das vantagens do A-29 Super Tucano. O custo de voo de aeronaves modernas como o F-35 e o F-22 Raptor custam em média de US$ 30000 a US$ 60000 por hora. Já a principal aeronave de ataque ao solo dos EUA, o Fairchild Republic A-10, custa por volta de US$ 17000 a hora de voo, afirma Taco Gilbert, vice-presidente sênior da SNC.

O planejamento dos EUA é adquirir até 300 novos aviões no programa OA-X para a USAF. Um contrato está planejado para ser assinado até o final de 2019, mas depende ainda de uma aprovação do orçamento prévio de 2019 pelo presidente Donald Trump.