Este ano foi marcado pelo lançamento de várias aeronaves, logo nos primeiros meses tivemos os primeiros voos do E195-E2, 787-10, 737 MAX 9 e A330neo, como protagonista a nova geração de aviões comerciais. No setor militar tivemos o novo Su-57, agora com motores da especificação original, e o Gripen E, que é um projeto base para o Gripen NG da FAB.

Mas com tantos aviões que voaram pela primeira vez neste ano, como será 2018?

Para isso nós vamos dividir por áreas de atuação, as conhecidas: Comercial/Executiva e Militar.

 

Aviação Comercial em 2018

 

Airbus

Airbus A330-800neo em projeção.

Com certeza a espera na Airbus é grande para o primeiro voo do A330-800neo, e também do Protótipo CityAirbus que vai revolucionar o deslocamento nas cidades.

O A330-800 é um avião encurtado (quando comparado com o A330-900), derivado do A330-200, porém com as mesmas melhorias do irmão maior, incluindo os novos motores Rolls-Royce Trent 7000 (foto em destaque dessa matéria). 

Esse avião tem poucas encomendas, e várias vezes o seu desenvolvimento foi questionado pela Airbus, que mantém a perspectiva de colocar o avião no mercado quase no mesmo tempo que o A330-900neo. O primeiro voo do A330-800 está programado para ocorrer no primeiro semestre de 2018, se nenhum fornecedor atrasar.

Já o CityAirbus é um conceito que define o “carro do futuro”, e também ajudará no desenvolvimento de outro conceito da Airbus com a Italdesign, este último ainda mais parecido com um carro do futuro.

Os engenheiros do projeto CityAirbus recentemente concluíram os testes com os sistemas elétricos do quadricóptero, que serão a base para o perfeito funcionamento dos motores que, aliás, estava nesse último teste.

A família A320neo também deverá receber um novo integrante em 2018, que na verdade já existe parcialmente. É o A321neo ACF, uma versão de alta capacidade para o A321, com modificações estruturais e nas saídas de emergência da aeronave.

O A321 ACF aumenta em 20 assentos a capacidade máxima do A321neo, isso tudo só foi possível porque a Airbus fez extensivas mudanças na configuração de portas da aeronave, abrindo mais espaço no interior para colocar assentos sem comprometer o conforto do passageiro.

Essa foi uma manobra da Airbus para tentar oferecer um produto de nicho, que nem a Boeing consegue competir, e também um substituto do 757 para as companhias que já usam a aeronave a tanto tempo. A Delta, maior operadora do 757 nos EUA, gostou da ideia e já encomendou 100 aviões desse modelo.

Foto – Airbus/Divulgação

No campo dos “aviões utilitários” a fabricante europeia promete fazer o primeiro voo do Beluga XL lá para o segundo/terceiro trimestre de 2018, é o maior Beluga produzido até o momento.

Sua utilidade é basicamente levar componentes estruturais de grande porte entre as unidades de montagem final da Airbus, e agilizar o processo de fabricação das aeronaves, a geração atual é conhecida pelo transporte de fuselagens, asas e estabilizadores das aeronaves (A320, A330 e A350).

 

Boeing

Boeing 737 MAX 7

Com tantos aviões da Boeing fazendo seu primeiro voo em 2017, para o próximo ano o único planejamento da fabricante americana está relacionado ao 737 MAX 7, que fará seu primeiro voo entre os três primeiros meses de 2018.

A Boeing também espera começar a certificação dos modelos BBJ baseados no 737 MAX, voltados para o mercado executivo. São poucas alterações envolvidas, e a fabricante vai fazer as alterações nos protótipos já existentes e usados durante a fase de testes da versão comercial.

BBJ baseado no 737 MAX 7, com alcance de até 13000 km.

Já o 737 MAX 7 está passando pela fabricação de peças e em breve entrará na linha de montagem final em Renton (WA).

O destaque do 737 MAX 7 é as alterações que sofreu durante o projeto, a pedido da Southwest que deverá receber a primeira aeronave em janeiro de 2019. A Boeing precisou aumentar o tamanho da fuselagem, para acrescentar pelo menos mais 12 assentos em uma configuração normal, e 18 em configuração de alta densidade, o motivo foi distanciar o avião dos jatos regionais E195-E2 e CS300, melhorando o custo por assento ocupado.

 

Bombardier 

Depois de colocar no mercado seus jatos CSeries entre 2016 e 2017, a Bombardier não planeja nenhum novo avião para 2018.

 

Embraer

Enquanto a fabricante brasileira está trabalhando para fabricar os primeiros componentes do E175-E2, não há nada previsto para fazer seu primeiro voo em 2018.

 

Ilyushin

A fabricante estatal Ilyushin planeja fazer o primeiro voo do seu novo avião IL-114 em 2018, com finalidade de concorrer com o ATR 72-600. Para isso a UAC, grupo estatal a qual pertence a empresa, tratou de iniciar logo neste ano os testes com um novo motor turboélice, o Klimov TV7-117ST.

 

Executiva

 

Cessna

A Cessna promete chegar forte em 2018 com novos aviões. O destaque vai para os Cessna Denali e SkyCourrier.

Enquanto o primeiro citado é um claro concorrente do Pilatus PC-12 e vem para preencher uma lacuna no mercado de aviação geral, o segundo é mais direcionado para ser usado na aviação comercial para transporte de carga e passageiros, mas nada impede que esse avião também seja usado na aviação geral.

Cessna Citation Hemisphere

Depois de chegar forte no mercado de jatos executivos entre 2014 e 2017 com os novos aviões Latitude e Longitude, a Cessna não espera fazer nenhum primeiro voo de um avião novo em 2018, a única programação da empresa está com o Cessna Citation Hemisphere, que deverá voar pela primeira vez em 2019, apresentando uma inovação em design quando comparado com a geração atual.

 

Eviation

Na mesma onda dos aviões elétricos, a Eviation planeja fazer em 2018 o primeiro voo de um protótipo com capacidade para transportar até 9 passageiros, claramente focando no ramo de aviação executiva. 

A aeronave é feita totalmente me material composto, são três motores alimentados uma bateria de íon de lítio de 980kWh, dando-lhe um alcance de até 1000 km de voo e uma velocidade de cruzeiro de 240kt (440km/h). Com uma fuselagem de 12 metros e capacidade para até 9 passageiros, o Alice, como foi batizado o projeto, poderá decolar com até 5900 kg.

 

Militar

O setor militar trabalha lentamente, ao contrário da aviação comercial, com poucos lançamentos ao longo dos anos.

2017 foi marcado pelo primeiro voo do Gripen E, que será uma base para o Gripen NG, e também pela atualização da Rússia para o projeto PAK FA, que agora ganhou seu motor definitivo, além de fazer o primeiro voo recentemente com o mesmo.

O próximo ano não deverá ser tão agitado, a Rússia planeja fazer alguns lançamentos, principalmente no segmento de transporte militar, já a China sempre em segredo não anunciou nada para 2018.

 

Ilyushin

O destaque dessa categoria fica para o Il-112V, um pequeno cargueiro russo que será propulsionado pelos mesmos motores do IL-114, aproveitando a inovação de propulsores.

Até o momento a Rússia não apresentou a aeronave, mas jura que o primeiro voo do avião será ainda em 2018.

 

Tupolev

O único destaque no setor militar para a Tupolev em 2018 vai para o primeiro voo do Tu-160 em sua versão modernizada, batizada de M2.

Desde 2007 a Rússia não produzia nenhuma unidade do Tu-160, mas a necessidade recente de novos bombardeiros levou o governo a optar por modernizar a aeronave, escolhendo também os novos motores Kuznetsov NK-32-02 para equipar o avião.

O primeiro voo do Tu-160 M2 modernizado será realizado até fevereiro de 2018.

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