É uma unanimidade, balões perto de aeroportos é um perigo para aviões, é nisso que o CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) está reforçando a sua palavra. Somente em 2017 foram 46 notificações sobre perigo de baloes em áreas de aproximação de aeronaves. A cidade mais afetada por isso é São Paulo.

Em 2016 o CENIPA registrou 509 ocorrências com balões do tipo juninos, que carregam um perigo para as aeronaves, esses balões não são identificados por radares de controle de tráfego aéreo e podem pesar até 100 kg, o choque de um balão desses com uma aeronave em aproximação para um aeroporto pode ser na força de centenas de toneladas, em uma faixa de força medida em Kilo Newtons (KN).



Para desviar dos balões as aeronaves são obrigadas a fazer desvios não programados e que impactam diretamente na zona de aproximação de um aeroporto, ou vários, como na região de São Paulo que engloba 4 aeroportos, Congonhas, Guarulhos, Viracopos e Campo de Marte, os dois primeiros citados são os primeiros colocados no ranking nacional em transporte de passageiros, com 36 milhões e 20 milhões de passageiros transportados em 2016, respectivamente.

E tem mais um agravante, esses balões juninos utilizam fogo para conseguir ganhar altitude, junto consigo podem carregar itens explosivos, como botijões de gás e outro tipo de combustível para gerar fogo. A soltura de balões não tripulados é crime no país, ações suspeitas devem ser comunicadas para a Polícia (190) ou ao Disque-Denúncia (181).

Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná lideram a lista de estados com mais casos de balões juninos.

Em abril de 2016 a ICAO rebaixou o nível de segurança do Espaço Aéreo Brasileiro devido a quantidade de balões reportados nos últimos anos, o rebaixamento foi comunicado oficialmente para as autoridades brasileiras, como a ANAC e a Secretaria de Aviação Civil.

No dia 18 de fevereiro, último sábado, ocorreu o mesmo problema na aproximação do aeroporto de Guarulhos, a página do Facebook Tráfego Aéreo registrou todo o movimento de divulgou um vídeo. Houve diversas comunicações de problemas com balões em apenas 2 horas de gravação, inclusive envolvendo aeronaves de grande porte. Veja o vídeo abaixo.

 

Com informações da ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas)