Antes mesmo de realizar testes no Beluga XL simulando vibrações durante o voo, a Airbus agora fez outro procedimento, que avalia o equilíbrio da sua nova aeronave cargueira.

O primeiro teste, visto na foto acima, eleva o nariz em 3,5 metros do chão e também em comparação com o trem de pouso principal, para verificar qual o centro de gravidade da aeronave sem carga. Esse mesmo teste é repetido com pesos no interior, simulando uma carga com muita distribuição na horizontal, como uma asa, e também com estruturas simulando um estabilizador vertical, com distribuição de peso na vertical.

Normalmente a Airbus realizaria esse teste em uma unidade para testes somente em solo, mas desta vez preferiu usar o próprio avião com todos os sistemas para diminuir custos e obter resultados reais.

Depois de usar esse macaco hidráulico para simular o CG da aeronave, a Airbus partiu para os testes de vibração, que foram realizados sem carga e com carga. Devido à complexidade desse processo, que exige o uso de vários macacos hidráulicos para apoiar a aeronave, a duração total foi de uma semana.

O objetivo deste teste é medir o comportamento dinâmico da aeronave e confirmar modelos teóricos de várias condições de voo, como o comportamento em manobras, voo em condições de rajada de vento e pouso simulado.

Os dados dos testes também ajudam a simplificar o envelope de voo da aeronave, principalmente no primeiro voo.

Com isso o Beluga XL completou 48 testes em solo, de um total de 72 testes que deverão ser realizados durante o desenvolvimento da aeronave, até a certificação da mesma.

De acordo com a empresa, o projeto está antecipado em relação ao calendário da empresa, isso foi possível graças à análise inicial dos requisitos e à excelente colaboração multidisciplinar entre o escritório de design, laboratórios, testes e equipes de desenvolvimento do avião.

 

O Beluga XL

O Beluga XL foi lançado em novembro de 2014 para atender aos requisitos de capacidade de transporte para a Airbus, focando os anos após 2019. Para isso a Airbus usou uma plataforma já existente, o cargueiro A330-200F, o anterior era derivado do A300-600, um avião que já saiu de linha há anos. O Beluga XL tem seis metros de comprimento a mais, um metro a mais de largura e um elevador de carga com capacidade para seis toneladas , isso comparando com a geração atual.

Quando operacional, a frota de cinco aviões do modelo Beluga XL irá assumir o transporte de seções completas de aeronaves da Airbus entre os locais de produção da empresa em toda a Europa, e as linhas finais de montagem na França, Alemanha e Espanha.

O primeiro dos cinco aviões Beluga XL voará no verão de 2018, e entrará em serviço em 2019.

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