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Boeing 767 da American Airlines teve problema na turbina do motor

Foto - Brad Tatum/Via Twitter

De acordo com uma atualização de investigação da NTSB (National Transportation Safety Board), o Boeing 767-300ER da American Airlines que sofreu um incidente na sexta-feira passada enquanto cumpria o voo 383, teve um problema no disco da turbina de alta pressão, esse disco se partiu em quatro pedaços dentro do motor, e pela força de rotação ocasionou a quebra.

Diferentemente do que poderia ser a causa, esse disco tinha um limite de 15 mil ciclos de uso, porém foi usado em aproximadamente 11 mil, abaixo de seu limite de vida do material. Esses 15 mil ciclos excluem a margem de segurança já definida pela fabricante da peça, logo esse disco seria capaz de suportar bem mais do que 15 mil ciclos.

Foto - NTSB
Foto – NTSB

Porém um ponto importante está colocando em prova todo o incidente. Os motores são projetados para não lançar peças para fora de sua estrutura, nesse caso poderia ocorrer um impacto com uma parte da aeronave. As quatro peças do disco foram arremessadas na pista de decolagem, uma inclusive foi encontrada a quase 1000 metros da aeronave. A NTSB afirma que a fratura foi causada por uma trinca por fadiga, no lado interno do disco.

Foto - NTSB
Foto – NTSB

A NTSB também divulgou dados sobre o procedimento realizado pelo comandante, de acordo com o relatório emitido o piloto acelerou para decolar utilizando a potência normal de decolagem, a aeronave chegou até 128 knots, próximo da velocidade de decolagem, porém antes do V1, o piloto identificou um problema com 134 knots, quando retardou a manetes de potência e realizou o procedimento de RTO (Rejected Takeoff).

A aeronave parou cerca de 2800 metros à frente da cabeceira que iniciou a decolagem, nesse ponto o motor já estava em chamas e havia um vazamento de combustível alimentando o fogo.

Localização da turbina de alta pressão em um GE CF6.
Localização da turbina de alta pressão no GE CF6.

Durante o incidente o Boeing transportava 161 passageiros e 9 tripulantes, houve uma evacuação de emergência para retirar todos os passageiros do perigo. Os bombeiros do aeroporto de Chicago começaram a aplicar espuma menos de 3 minutos depois de serem notificados sobre a emergência.

Apesar do relatório preliminar, a investigação da NTSB não obteve nenhuma conclusão sobre o que causou o problema com o motor General Electric CF6-80. A investigação levará vários meses para ser concluída. 

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Redação Aeroflap

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