O novo planejamento da Boeing, que pode resultar em um futuro 797, já está gerando interesse em várias empresas pelo mundo, como a fabricante de motores Rolls-Royce. Ela já demonstrou a vontade de colaborar com a Boeing para produzir um motor exclusivo para o 797, caso a aeronave realmente saia da parte de planejamento.

Atualmente a Boeing está em uma grande contrapartida, com o mercado de grandes aeronaves narrow-body praticamente dominado pelo A321ceo e neo da Airbus, a Boeing precisa reagir para conseguir ganhar uma fatia desse mercado. A fabricante americana já relatou que planeja lançar oficialmente o 737 MAX 10 em breve, que significa um pequeno aumento na fuselagem do 737 MAX 9, porém não resolve questões relacionadas a autonomia e performance da aeronave para voos de longa distância.



Enquanto isso a Boeing também planeja lançar o 797, e inclusive já tem uma resposta positiva da United. O 797 seria uma nova aeronave, projetada totalmente do zero, e específica para voos de médio alcance com cerca de 200 a 260 passageiros a bordo. Curiosamente a Boeing já equipou o 757 com motores da Rolls-Royce.

A Rolls-Royce relatou que o novo motor estaria disponível até 2025, quando o jato da Boeing entrar em serviço. O novo modelo de motor já viria com várias tecnologias revolucionárias, o núcleo do novo motor poderá ser construído até 2020, além disso a RR apresentou um novo design chamado de Ultra Fan, equipado com uma “caixa de engrenagens”. Todas essas melhorias poderiam incorporar uma economia de combustível na ordem de 25%, em comparação com os atuais motores da Rolls-Royce na mesma faixa de potência.

O motor seria o ponto ideal da Boeing para fazer uma aeronave eficiente, a nova geração de aeronaves narrow-body, como o 737 MAX e o A320neo, conseguiu grandes ganhos ao atualizar os motores. Outros pontos são a incorporação de tecnologias usadas no 787, como a fuselagem em material composto e sistemas elétricos/hidráulicos eficientes.

Anteriormente a United e a Boeing se recusaram a dizer sobre características estruturais do projeto MOM, como uma fuselagem em formato oval e o tamanho das asas, esta última um grande ponto para definir a autonomia da aeronave e a categoria de operação dela nos aeroportos. Porém um alívio de peso estrutural aliado ao bom aproveitamento do interior, só seria possível com uma fuselagem oval, como na imagem acima.

Para a construção do motor a Rolls-Royce não declarou totalmente se buscaria uma parceria com outra indústria, como acontece atualmente com a Engine Alliance e a CFM, mas declarou que está aberta para colaborações conjuntas com outras fabricantes de motores. A RR já tem uma parceria de longo prazo com a Pratt & Whitney, através da IAE, e tentou em 2011 fazer uma parceria para a produção do motor que agora equipa o A320neo, porém desistiu devido aos desacordos sobre a tecnologia a ser utilizada.

No momento já se projeta um empuxo entre 40000 e 50000 libras, enquanto a Rolls-Royce pesquisa como irá integrar sua tecnologia atual com o design Ultra Fan, que não é compatível com boa parte dos motores produzidos atualmente pela RR, ou seja, ela precisaria projetar cada componente do zero.

 

Via – Bloomberg