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Boeing completa testes eletromagnéticos no KC-46

Foto - Boeing/Divulgação

Uma equipe da Boeing, incluindo representantes da Força Aérea Americana e da Naval Air Systems Command, concluíram os testes de eletromagnetismo no KC-46 recentemente. A Boeing está montando aeronaves KC-46 em suas instalações de Everett.

Esse teste avalia a capacidade da aeronave de operar com segurança através de campos eletromagnéticos produzidos por radares, torres de rádio e outros sistemas em condições de missão.

“O petroleiro KC-46 é protegido por várias tecnologias de proteção e blindagem projetadas para a aeronave para negar quaisquer efeitos externos”, disse Mike Gibbons, vice-presidente e gerente de programas da Boeing KC-46. “Este esforço bem sucedido retira um dos principais riscos do programa”.

Os testes foram conduzidos nas plataformas Naval Air Station Patuxent River, de Pulso eletromagnético (EMP) e nas instalações da Naval Electromagnetic Radiation Facility e também na Benefield Anechoic Facility localizada na Edwards Air Force Base, Califórnia.

Durante os testes EMP no rio Patuxent, o KC-46 recebeu pulsos eletromagnéticos de uma grande bobina situada acima da aeronave (primeira foto). A simulação em local aberto foi projetada para testar e avaliar a proteção EMP do KC-46 durante um voo.

Na câmara anecoica o KC-46 testou sistemas elétricos da aeronave e como eles são afetados por ondas eletromagnéticas. Nesse teste a Boeing mede a eficácia da blindagem eletromagnética dos componentes elétricos, bem como mede o controle de emissões eletromagnéticas dos sistemas elétricos do avião, para checar se a aeronave não é tão vulnerável à ataques feitos por detecção de energia dissipada.

Para verificar se a blindagem segue os padrões previstos em projeto a Boeing bombardeia o avião com um campo de radiação eletromagnética de alta intensidade, simulando as piores condições a qual ele pode passar.

O KC-46A precisar ser totalmente blindado contra ataques eletromagnéticos, que podem até mesmo paralisar as atividades de uma Força Aérea, bem com causar acidentes quando em voo. O KC não pode até mesmo sofrer degradação de desempenho durante os testes.

Os testes realizados na USAF, através do 772º Test Squadron, foram feitos na maior câmara anecoica do mundo e suporta a maioria das aeronaves dentro desse local. Lá é possível testar condições de guerra eletrônica em qualquer nível desejado, o hangar gigante é coberto por pirâmides de poliuretano e polietileno, projetadas para acabar com os reflexos de ondas eletromagnéticas, e evitar ressonâncias.

O KC-46A é uma nova aeronave projetada para a USAF, ela substituirá parte dos KC-135 Stratotanker que são baseados no Boeing 707 (Dash 80). Com a nova aeronave os EUA conseguirão ter um reabastecedor com maior autonomia de voo, maior capacidade de transferência de combustível e também maior economia, visto que o projeto mais atualizado do KC-46A diminui os custos de cada voo.

Testar a proteção eletromagnética de uma aeronave da Força Aérea é algo de extrema importância. Armas de pulso eletromagnético, com intenção de neutralizar as tecnologias do adversário, já são reais em nosso mundo, além disso a USAF poderia ficar totalmente em solo caso uma grande tempestade solar resolvesse atingir o planeta Terra, colocando os Estados Unidos em situação de perigo.

Ao todo o KC-46A será equipado com quatro mangueiras de reabastecimento, sendo duas localizadas na cauda e outras duas nas pontas das asas. Os sistemas de voo e comunicação foram atualizados. A aeronave também é capaz de transportar cargas ou passageiros, e até os dois ao mesmo tem, aumentando a sua versatilidade na Força Aérea Americana.

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Redação Aeroflap

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