Para montar uma fábrica de grande importância na China você precisa ser sócio de alguma empresa local, enquanto a Airbus escolheu a China Aviation Industry Corporation (AVIC), a Boeing optou pela Comac para prosseguir com sua ideia para não perder esse mercado asiático que está em amplo crescimento.

O novo centro já começou a ser construído, inclusive publicamos sobre isso em maio deste ano, mas agora com o acordo de joint-venture entre a Comac e a Boeing os detalhes foram revelados.

O centro de montagem final do Boeing 737 MAX ficará em Zhoushan, na China. O local será responsável pela instalação do interior, pintura e procedimentos de entrega para o cliente. Detalhe, essa é o primeiro centro de montagem final da Boeing fora dos EUA. O centro de montagem da Boeing em Renton continuará fazendo a montagem final pesada, a aeronave voará sem pintura e interior até a China.

A primeira etapa está prevista para ser entregue em maio de 2018, antes da conclusão da montagem da primeira aeronave no final do ano. De acordo com a Comac, até 100 aviões 737 MAX serão concluídos em Zhoushan, contabilizando até o final da vida do projeto, justo, visto que a capacidade de processamento do local não é tão alta.

A Comac trabalhará em parceria com a Boeing para a realização da montagem final do 737 na China, nesta planta serão instalados também os assentos e sistemas de entretenimento de voo, além de realizar a pintura da aeronave. A Boeing descreve esse passo como “um marco significativo que fortalece ainda mais o relacionamento mutuamente benéfico entre a Boeing e a indústria de aviação da China, apoiando o crescimento econômico nos EUA e na China”.

Fornecedores da China já são responsáveis pela entrega de estabilizadores horizontais, portas, acabamento das asas e cabos para equipar o 737 NG. Para o 737 MAX a China está fornecendo o leme da aeronave. Os planos da Boeing para instalar uma unidade na China foram anunciados em 2015, seguidos por um anúncio posterior em outubro de 2016 sobre a construção no parque industrial de Zhujiajian, dedicado para empresas de aviação.

Todo o local custará 108 milhões de dólares para a Boeing e a Comac, em compensação a fabricante americana estima que o país precisará de quase 7000 novos aviões na categoria do 737 até o final de 2036. 

 

Nota do Editor – O único problema dessa história toda é que a Comac está produzindo um jato que concorre diretamente com o 737 MAX, em suas versões menores. No momento a empresa chinesa enfrenta problemas de desenvolvimento, devido à falta de know-how na fabricação de aviões. No final essa sociedade com a China é estranha, muito estranha, Doação de Tecnologia vs. Grande Mercado.

 

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