Apesar do início difícil para o Boeing 787, o seu projeto pode ser considerado um sucesso, com mais de 1300 encomendas fixas até o momento e mais de 500 aeronaves fabricadas. Para isso a Boeing planeja aumentar a produção mensal do 787 Dreamliner para até 14 aeronaves por mês antes de 2020, prazo anteriormente estimado pela empresa.

A Boeing já realizou outro aumento de produção do Boeing 787 recentemente, em maio de 2016 a empresa acrescentou mais 2 aeronaves 787 produzidas por mês, atualmente a unidade de fabricação e montagem do Dreamliner tem capacidade para produzir até 12 aeronaves por mês, em ambas as versões.

Essa é uma manobra que além de aumentar a disponibilidade de aeronaves para os clientes, com a chegada do Boeing 787-10 em 2017, também ajudará a Boeing a recuperar mais rapidamente os 30 bilhões de dólares investidos para projetar e produzir o 787 Dreamliner, esse custo também se refere ao maquinário necessário para produzir a aeronave.

Dennis Muilenburg, Presidente e CEO da Boeing acredita que essa é uma boa medida para recuperar o financeiro da empresa, e descarta qualquer possibilidade de a taxa de produção anual não acompanhar as encomendas. A Boeing projeta que seja capaz de produzir até 9000 Dreamliners ao final da vida da aeronave.

Foto – Boeing/Reprodução

Atualmente a Boeing tem 691 encomendas para o Boeing 787 em todas as versões, a fabricante já entregou mais de 500 aeronaves dessa família até o momento. Com a taxa de produção atual e sem maiores encomendas a Boeing produziria o 787 por mais quatro anos antes da carteira de pedidos ser zerada.

A Boeing confia na expansão do mercado de voos internacional e na substituição de equipamentos antigos como o Boeing 767 e o Airbus A330 pelas companhias aéreas em todo mundo para aumentar a carteira de pedidos do 787. A United, por exemplo, já declarou a intenção de substituir seus aviões Boeing 767 nos próximos anos, a companhia tem 51 aeronaves desse tipo e já recebeu 19 aeronaves 787 Dreamliner, para expandir a frota de longa distância.

“Estamos assumindo neste ponto que vamos produzir 14 aeronaves 787 por mês”, disse o diretor financeiro da Boeing, Greg Smith. “O mercado apóia isso. Mas não temos que tomar a decisão formal ainda. Assim, à medida que nos aproximarmos da decisão final, continuaremos a monitorar o mercado. “

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