A Boeing está planejando o lançamento de uma nova versão do 737 MAX7, a menor versão disponível para a série MAX do 737. O acordo estaria sendo elaborado junto dos seus principais clientes para impulsionar as vendas dessa versão, que no momento só conta com 60 encomendas, bem menor quando comparado ao valor total de 2831 para toda a série MAX.

De acordo com correspondentes de companhias dos EUA, os clientes interessados (United e Southwest) se comprometeram em pedir mais 60 unidades dessa nova versão. Entre os novos requisitos para o MAX 7 estaria um maior alcance, além da maior capacidade de assentos, que aumentaria de 126 para 150 em duas classes, e distanciaria a nova aeronave de concorrentes como Bombardier Cs300 e Embraer E195-E2. A Boeing oferece o 737 MAX 8 com 162 assentos em duas classes.

Essa manobra da Boeing seria em parte para contornar a grande concorrência da nova geração de jatos regionais, como o Bombardier CSeries e Embraer Ejet E2, que apresentaram um aumento de tamanho quando comparado as versões anteriores e trazem consigo uma boa autonomia gerada pela economia de combustível. Uma possível encomenda de 125 aeronaves CSeries partindo da Delta Airlines, e que ficou para ser confirmada essa semana, teria colocado ainda mais pressão na Boeing para fazer de seu 737 MAX uma aeronave ainda mais eficiente.

Não é só a Boeing que sofre com poucas encomendas de sua menor versão do narrow-body. A Airbus só recebeu, até o momento, 60 pedidos para o A319neo, que tem capacidade semelhante ao 737 MAX 7, e também contrasta com mais de 4500 encomendas da família A320neo.

Em outro caminho, já intensamente abordado devido as sugestões das companhias aéreas, a Boeing estaria procurando uma forma de tornar o 737 MAX 9 uma aeronave extremamente atrativa para os clientes, assim como o A321neo, que já recebeu 1108 encomendas, contra 418 do MAX 9. A meta seria projetar uma aeronave para ser o chamado “substituto do 757”, que além de carregar uma boa porção de passageiros, ao mesmo tempo poderia oferecer um grande alcance para realizar voos transatlânticos (entre Estados Unidos e Europa). Até o momento a Boeing não anunciou nada sobre o MAX 9, porém disse que poderia chegar ao mercado após 2020.

 

Fonte – Bloomberg

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