De acordo com uma publicação do Valor Pro, a proposta apresentada pela Boeing à diretoria da Embraer inclui a compra de 80 a 90% da parte de aviões comerciais da empresa.

O acordo fechado entre a Boeing e a Embraer deixa de fora a divisão militar da empresa, depois de vários empecilhos do Governo Brasileiro.

Uma nova empresa precisará será formada para cuidar da parte de aviões comerciais, que ficará subordinada às outras empresas do Grupo Embraer. Essa nova empresa teria no máximo 20% de participação da Embraer.

Sobrará à Embraer somente as divisões de defesa e espaço, além das suas subsidiárias, 20% da nova empresa de aviões comerciais. A divisão de jatos executivo, uma linha de bastante sucesso da Embraer nos últimos anos, ficaria no controle da Boeing.

Se houver uma concordância tripla do Governo, Boeing e Embraer, o assunto será levado até os acionistas da empresa, incluindo os acionistas individuais. Nessa fase a dificuldade será a oferta por ação, realizada pela Boeing, ou a instabilidade da nova empresa.

Com poder do Golden Share somente para as outras divisões da Embraer, o Governo não terá controle da parte de aviões comerciais da empresa. A Embraer também terá pouco controle da nova divisão.

A integração das duas empresas pode sair só no final de 2018, ou no início de 2019, devido à quantidade de tramitações para concluir o processo.

A Embraer negou receber uma proposta firme da Boeing e disse que as duas empresas ainda estão trabalhando na “identificação de uma estrutura que pode funcionar”, disse Slattery, recusando a identificar outros detalhes dessa estrutura.

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