O vice-presidente e gerente geral da Boeing, Keith Leverkühn, afirmou que testar o novo 737 MAX em uma condição de grande consumo de combustível ou estrutural faz parte do programa de testes para a certificação da aeronave. De acordo com ele esse processo também servirá para afirmar se a aeronave é capaz de voar sem um winglet, enquanto outra asa conterá essa peça, a principal função é afirmar para a FAA que os operadores serão capazes de voar com um winglet danificado, visto que a peça tem um alto custo de reparo em conjunto com a dificuldade de instalação.

O novo 737 MAX estará equipado com uma espécie de winglet duplo, que promete maior redução de combustível do que a versão utilizada na série NG. Mas a preocupação da Boeing está além de quanto esse dispositivo pode economizar em combustível, mas na vulnerabilidade dele em operações de alto risco, como pousos em condições adversas, pátio de aeroportos com grande movimento de veículos auxiliares e colisões em solo com outras aeronaves.

O documento com as etapas, que a Boeing chama de M.E.L, tem de ser aprovado pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, mas não é parte do certificado de aeronavegabilidade, apenas um adicional de permissão para o 737 MAX operar em devidas condições citadas pela Boeing.

A falta dessa peça não representa um grande perigo para o voo, de acordo com Keith, porém a Boeing deverá notar o comportamento da aeronave quanto as forças aerodinâmicas, inerciais e estruturais. No pior caso elas criariam um som de zumbido, devido ao arrasto aerodinâmico diferente. Em um caso extremo as interações dessas forças podem causar oscilações incontroladas, chamadas de ressonância, com poder para rasgam a estrutura da asa. Um outro problema possível seria o desvio de rota causado pela falta do dispositivo, mas a Boeing não está preocupada com esse aspecto.

 

Fonte – FlightGlobal

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