A United Airlines não recebeu uma proposta da Bombardier para um CS100 ainda menor em 2015, assim a Bombardier poderia criar uma nova variante com capacidade abaixo de 100 passageiros, assim como afirmou o presidente da Bombardier Commercial Aircraft, Fred Cromer, para o Portal FlightGlobal.

De acordo com a Bombardier apenas uma oferta do CS100 com menos assentos internamente foi oferecida para a United, mas não uma variante com fuselagem reduzida. Isso foi questionado durante uma audiência que ocorreu com a Boeing e o governo dos EUA no dia 18 de maio, na Comissão de Comércio Internacional dos EUA.



De acordo com informações do vice-presidente de operações comerciais da Bombardier, a United disse para a Bombardier que o CS100 era muito grande para as necessidades da companhia, e assim a Bombardier ofereceu uma configuração com 99 assentos, apesar do CS100 levar até 125 passageiros em uma configuração de capacidade máxima (ou extremo aperto), concorrentes, como o E190 E2, podem levar até 118 passageiros na mesma situação.

Foto – Bombardier

Apesar disso a United decidiu por manter a encomenda do 737-700, usado pela Boeing como exemplo sobre os preços aplicados pela Bombardier, neste caso vendido por um desconto altíssimo, para não perder a encomenda. A United resolveu no final de 2016 converter suas encomendas de aeronaves menores, como as 4 encomendas do 737-700 para a versão 737-800.

A Swiss, primeira operadora do CS100, tem uma configuração de 110 assentos, bem confortáveis para essa aeronave, a Bombardier indica que o CS100 também pode levar 108 passageiros em duas classes, nos Estados Unidos a American Airlines opera o E190 com 99 assentos em duas classes.

Scott Kirby, presidente da United, disse em janeiro que a economia de um avião de 100 passageiros “simplesmente não funciona” para sua frota principal, só era possível opera com aviões regionais através de companhias aéreas subsidiárias, como ocorre atualmente nos Estados Unidos, apesar disso a Delta encomendou 75 aeronaves CS100 em 2016, após um descontão da Bombardier que vendeu as aeronaves por quase metade do custo de produzir.

 

Via – FlightGlobal