Parece que na corrida espacial da nova era a meta é dominar Marte, apesar dele estar um pouco distante. 

A SpaceX e a Boeing são duas empresas que estão diretamente ligadas a isso, a primeira com seu projeto Falcon Heavy e BFR, e a Boeing apoiando a NASA com o foguete Orion, que parece não sair nunca do papel.

E isso foi motivo suficiente para o CEO da Boeing, Dennis Muilenburg, alfinetar o Elon Musk, aclamado atualmente por agitar novamente o setor espacial com seus preços baixíssimos.

Sistema SLS da Boeing/NASA.

Muilenburg começou falando de seu foguete no programa de Jim Cramer na CNBC, falando que estavam trabalhando junto com a NASA para criar o Space Lauch System, dizendo que estava em montagem final e quando concluído teria 36 metros de altura, com previsão para primeiro voo em 2019.

O problema foi que ele falou um detalhe que acirrou a rivalidade: “Eventualmente, vamos para Marte e acredito piamente que a primeira pessoa a colocar o pé em Marte sairá de um foguete da Boeing”.

BRF pousando em Marte em perspectiva.Via – SpaceX

Essa notícia claramente chegou ao Twitter de Elon Musk que rapidamente aproveitou para responder o CEO da Boeing com duas palavras, “Faça isso”.

Enquanto a SpaceX poderá usar o Falcon Heavy a partir do ano que vem para enviar material à Marte, com clara intenção de construir uma base espacial, o BFR poderá levar para Marte a partir de 2024, isso se o prazo de Musk não foi pouco generoso como sempre, até 100 pessoas a bordo.

Enquanto isso a Boeing sofre as decisões da NASA, que faz questão de economizar verba e dizer que não pode levar humanos agora para Marte.

A SpaceX? Ela sofre somente dos prazos pouco generosos de Elon Musk, o faturamento está indo muito bem, e deve melhorar nos próximos anos, ao passo que assina contratos com a NASA para levar carga e humanos para a ISS e outros por fora, visto que a tecnologia de recuperação de foguete da SpaceX já está bem confiável, diminuindo os custos de produção e lançamento.

Por conta dessa tecnologia de recuperação a SpaceX cobrou apenas 2,6 bilhões de dólares da NASA em um contrato para levar astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS), enquanto a Boeing cobrou 4 bilhões de dólares.

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