O mais novo jato da Mitsubishi Aircraft pode complicar ainda mais o processo de certificação, a Mitsubishi está estimando que precisará de mais horas de testes em voo e mais aeronaves para conseguir obter a certificação da aeronave. O MRJ precisará de mudanças no projeto da aeronave e portanto exigirá maior tempo para testar as novas tecnologias que estão sendo introduzidas na aeronave.

Enquanto isso a Mitsubishi segue com os testes da aeronave na costa oeste dos EUA, as quatro aeronaves de testes já fizeram 660 horas de voo para obter dados de desenvolvimento. A Mitsubishi relata que o MRJ já passou pelos testes de gelo natural, tempo frio, e operações críticas em solo, como o check para ver se a cabine tem isolamento contra fumaça.

O plano inicial da Mitsubishi era de realizar 2500 horas de testes com o MRJ, porém mudanças no projeto e nas tecnologias usadas pela fabricante japonesa empurraram esse valor para 3000 horas, só esse acréscimo citado nesta postagem levará mais 500 horas de voos de testes.

“Há algumas pequenas diferenças entre as aeronaves de produção e as aeronaves de teste, então depende das companhias aéreas. No ponto de vista contratual, é preciso haver algumas discussões. E agora eu tenho que decidir sobre o número de novas aeronaves que precisamos para os testes de voo, e logo após isso a equipe de vendas e marketing discutirá com as companhias aéreas as alterações”, disse Nobuo Kishi, engenheiro chefe de testes da Mitsubishi Aircraft.

A Mitsubishi também apresentou os próximos protótipos de testes do MRJ, o quinto avião já está na montagem final, em Nagoya (Japão). As aeronaves estão dispostas na galeria abaixo, à direita está a 7ª aeronave em processo de montagem, no centro está a 6ª aeronave e à esquerda está a 5ª aeronave, que leva uma pintura especial da ANA, a companhia japonesa que irá estrear essa aeronave em voos comerciais.

Agora a equipe de desenvolvimento está trabalhando no software de controle de voo da aeronave, enquanto a estrutura não demonstra maiores problemas até o momento. A Mitsubishi irá alterar algumas características da aeronave relacionadas ao sistema de gerenciamento de ar da cabine geral e dos pilotos.

A primeira entrega de um MRJ está programada para 2020, após cinco atrasos no programa de desenvolvimento, o último foi devido à necessidade de alterações nos componentes dos aviônicos do MRJ, além de refazer o cabeamento da aeronave para encaixar aos padrões da certificação, sem isso a Mitsubishi não conseguiria certificar o MRJ.

 

Via – FlightGlobal

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