A CFM vai apostar em um conceito similar ao Leap-1, para o novo avião proposto pela Boeing em 2017, conhecido por enquanto como NMA.

Enquanto a Pratt & Whitney e a Rolls-Royce apostam em um conceito com uso de engrenagens de redução e menor número de estágios internos, tornando o motor mais leve e eficiente, diminuindo o consumo de combustível devido à maior inércia do motor e maior razão de by-pass.

A CFM utiliza uma arquitetura totalmente diferente para o Leap, a empresa preferiu investir em materiais nobres para diminuir o peso dos estágios e assim diminuir a inércia do conjunto. A PW pegou outro caminho e preferiu desenvolver uma caixa de redução, que diminui a rotação da parte quente do motor e aumenta a do Fan Frontal, assim o motor aspira uma quantidade maior de ar na parte fria.

 

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Antes a CFM tinha afirmado seu interesse em produzir um motor com o conceito de caixa de engrenagens, mas a empresa mudou de ideia, e agora precisará projetar um motor capaz de gerar um empuxo entre 40000 a 50000 lbs usando os mesmos conceitos do Leap-1.

No entanto a empresa não descartou usar o conceito de engrenagens, mas ressaltou a prioridade dos engenheiros em relação à complexidade do conjunto, que pode dificultar a manutenção e encarecer o produto final.

“Nós vamos usá-la quando chegar o momento certo. Neste momento, sentimos que temos capacidade suficiente para fazer um motor eficiente e confiável sem a complexidade de uma caixa de engrenagens”, disse Chaker Chahrour, vice-presidente e gerente geral de vendas e marketing da GE. “Isso não significa que deixamos de olhar para o futuro”, completou Chahrour.

Briga de patentes

Agora a CFM está estudando como irá contornar as patentes divulgadas pela PW, a CFM até publicou uma tentando registrar seus inventos, que podem ser usados no futuro, visto que a empresa está aberta a qualquer tipo de arquitetura para o novo motor. A própria Pratt & Whitney já está investigando as patentes da Rolls-Royce para analisar se há alguma infração de patentes.

A CFM não tem nenhuma experiência com essas tecnologias, enquanto a Rolls-Royce disse que a capacidade de produção de engrenagens foi adquirida com turbo-propulsores da Allison, além da experiência com a o Fan de elevação do F-35B, fabricado pela Lockheed Martin.

A falta de experiência da Pratt & Whitney dificultou o projeto do motor Pure Power (GTF), que demorou 8 anos para receber a certificação, e também continua enfrentando problemas tanto na fabricação quanto na durabilidade dos componentes internos.

O projeto NMA

A nova aeronave middle-of-the-market (MOM) da Boeing, chamada por enquanto de 797, terá uma capacidade para transportar de 200 a 270 passageiros com divisão de dois corredores, sendo mais leve que o Boeing 787, com um alcance na faixa de 7200 km a 9600 km. 

O novo avião usará algumas tecnologias do Boeing 777X, como a asa dobrável com estrutura em material composto. A fuselagem também incorpora um conceito novo para esse mercado atingido pelo Boeing 797, ela será oval, para alívio de peso e ampliação do espaço interno, assim é possível colocar uma configuração de 7 assentos por fileira sem ter o mesmo peso do 787. A Boeing chama esse conceito de fuselagem híbrida, que hoje não pode ser feita sem o uso de materiais compostos.

Várias companhia apoiaram a ideia da Boeing, que simplesmente quer ter um avião capaz de concorrer com o A321neo, até mesmo a Emirates disse que a ideia da Boeing era ótima, e que os conceitos iniciais tratam de uma aeronave bem moderna.

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