Em 2014 um C-130 Hércules derrapou na Ilha de Rei George, na Antártica.A aeronave ficou avariada, não houve vitimas mas o “Gordo” como é chamado na FAB não pode mais sair do local. Desde o ocorrido a FAB vinha buscando forma de resolver a situação, uma dela era consertar as avarias, que incluem problemas nos trens de pouso e motores, além de outras partes do avião. O objetivo era trazer a aeronave voando, mas a decisão de trazer o C-130 para o Brasil foi outra.

A permanência do Hércules no continente gelado não só preocupou os militares brasileiros, mas também toda uma rede de cientistas, pesquisadores e defensores do meio ambiente, que alegaram problemas com resíduos que prejudicam o meio ambiente, então o C-130 deveria ser retirado de alguma forma. Após estudos, a FAB chegou a conclusão que deveria desmontar o C-130 e trazer via navio as peças para o Brasil.



Foto-FAB/reprodução

Todo um estudo foi feito afim de avaliar quais peças ainda poderiam ser utilizadas como reposição para outras aeronaves C-130 Hércules. Toda a retirada das peças foi realizada entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017. A FAB ainda contou com o auxílio da Marinha do Brasil, que enviou a embarcação Ary Rongel para auxiliar todo o processo. Todas as peças foram colocadas em contêineres.

A FAB disse que todo o vazamento de fluídos hidráulicos foram contidos e que nem uma peça ou resíduo do “Gordo” foi deixado no local do acidente, uma vez que o continente gelado tem regras contra a poluição que devem ser respeitadas a todo o custo.