A Comissão de Comércio Internacional dos EUA (ITC) rejeitou um pedido final da Bombardier de reabrir um registro da comissão para incluir novas informações sobre o alcance do Embraer E190-E2.

“A comissão determinou que não existe uma boa causa para aceitar essa submissão”, disse o órgão em uma carta publicada no dia 24 de janeiro, negando o pedido da Bombardier. 



A Bombardier disse que uma nova divulgação da Embraer sobre as melhorias de eficiência do E190-E2 aumentou o alcance da aeronave de 2850nm para 2900nm. Inclusive a empresa afirmou que em um press release recente emitido pela Embraer, o alcance de 2900nm foi citado.

Toda essa confusão entorno de uma variação mínima de alcance tem relação com a lei de aviação regional dos EUA. Aeronaves com 2900nm ou mais são consideradas aeronaves não regionais e todos os aviões da família CSeries se encaixam nessa categoria.

Embraer E195-E2, concorrente direto do CS300. Foto – Embraer/Divulgação

Dessa forma o aviões da família CSeries podem ser considerados concorrentes dos jatos Boeing 737-700 e Boeing 737 MAX 7.

A Embraer conseguiu se justificar dizendo que o alcance do E190-E2 é de 2880nm no máximo nas mesmas condições que o CSeries, pela determinação do ITC a aeronave da Embraer não é concorrente direta do Boeing 737-700 e 737 MAX 7.

O CS300 da Bombardier tem alcance informado de 3300nm, enquanto o E195-E2 que é concorrente direto tem alcance informado de 2600nm. Ambos tem capacidade próxima a dos aviões Boeing 737-700 e Airbus A319, além das variantes de nova geração 737 MAX 7 e A319neo.

Uma decisão do ITC sobre a aplicação do imposto de 292% para aviões CSeries da Bombardier deverá sair ainda nesta sexta-feira. Em nota a Boeing disse que a indústria dos EUA foi prejudicada pelos preços de venda dos aviões da família CSeries, cerca de 66% abaixo do preço de mercado, e por bilhões de dólares em subsídios governamentais que facilitaram essas operações.