Na madrugada desta segunda-feira a companhia aérea Monarch declarou oficialmente no Reino Unido a sua falência. O problema maior é quantidade de passageiros que tinham comprado passagens para viajar futuramente com a companhia, no total 110 mil, sendo que haviam 300 mil bilhetes emitidos para voos futuros.

Depois do susto inicial da falência a Autoridade da Aviação Civil britânica (CAA) disse que fará um grande efetivo para que passageiros que estão no exterior consigam retornar ao país, cerca de 30 aeronaves serão despachadas para 30 aeroportos, com finalidade de amenizar a situação.

A quebra foi declarada quando toda a frota da companhia estava em solo, às 3 horas da manhã. Com a falência a companhia perdeu o certificado que autorizava a companhia a cumprir voos, o novo agente que está administrando a massa falida, através do grupo societário denominado KPMG, não pode realizar voos com as aeronaves, até obter o certificado de operação como companhia aérea.

 

Guerra de preços

A falência da companhia foi devido a uma guerra de preços entre outras Low Cost, como a EasyJet, Norwegian e Ryanair, de origem a Monarch era uma companhia tradicional, que foi evoluindo seus preços para atrair turistas que desejassem 

A companhia foi originalmente fundada em 1968 e focava no mercado de voos turísticos para o sul da Europa, em cidades francesas e banhadas pelo Mar Mediterrâneo. 

“Uma pressão cada vez mais significativa sobre os custos e as condições de mercado cada vez mais competitivas nas rotas curtas na Europa fizeram a Monarch registrar perdas durante um longo período”, acrescentou a KPMG

Fundada em 1968, a Monarch era muito popular entre os veranistas britânicos por seus destinos de sol e praia no sul da Europa, um nicho no qual apareceram fortes concorrentes nas últimas décadas, como Ryanair, Easyjet e Norwegian. Em tamanho a companhia era a 5ª maior do Reino Unido, transportou 6,3 milhões de passageiros em 2016 para 40 destinos.

 

Funcionários

O ministro britânico dos Transportes, Chris Grayling, disse que as companhias deverão contratar os cerca de 2100 funcionários da Monarch, como forma de amenizar totalmente a situação de desemprego. As próximas vagas no Reino Unido serão dedicadas para esses trabalhadores.

A easyJet já abriu vagas para 500 tripulantes de aeronaves, e receberá os pilotos da Monarch. A facilidade é que as duas companhias operam com as mesmas aeronaves (Airbus A320), logo é possível aproveitar os treinamentos e certificados de tipo.

 

Passageiros

Como dito acima, os passageiros da companhia que precisam retornar ao Reino Unido, com passagens para as próximas semanas, serão atendidos através de voos fretados pelo Governo Britânico, através da Autoridade da Aviação Civil britânica (CAA).

“A CAA vai transportar qualquer pessoa com bilhete marcado para a Monarch, independente da nacionalidade”, garantiu a presidente, Deirdre Hutton, numa conferência telefônica.

A ANAC de Portugal disse que vai atender aos passageiros que foram prejudicados diretamente no país, a CAA será responsável por realizar o transporte até o Reino Unido, e o Governo Português se encarregará de transportar os passageiros de volta para Portugal através de voos normais. Aos prejudicados o recomendado é que enviem um e-mail para [email protected], com os seguintes dados:

  • cópia do título de transporte
  • nome do passageiro
  • aeroporto de origem
  • data do voo de regresso

Os passageiros residentes de países distintos deverão consultar diretamente a Autoridade de Aviação Civil do seu país para conseguir retornar do Reino Unido.

 

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