Foto - Reuters/KCNA
A Coreia do Norte disse que testou com sucesso um poderoso novo míssil balístico intercontinental (ICBM) nessa quarta-feira, dia 28 de novembro, segundo eles o missíl coloca todo o continente americano ao alcance de suas armas nucleares.

O primeiro teste de mísseis da Coreia do Norte desde meados de setembro ocorreu uma semana depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, colocou a Coreia do Norte em uma lista de países dos EUA que diz apoiar o terrorismo, permitindo que ele imponha mais sanções.

A Coreia do Norte, que também realizou seu 6° e maior teste nuclear em setembro, testou dúzias de mísseis balísticos sob seu líder, Kim Jong Un, desafiando as sanções internacionais. O último foi o mais alto e o mais longe que qualquer míssil norte-coreano tivesse voado, caindo no mar perto do Japão.



Segundo os norte coreanos o novo míssil atingiu uma altitude de cerca de 4.475 km (2.780 milhas) – mais de 10 vezes a altura da Estação Espacial Internacional – e voou uma distância de 950 km (590 milhas) durante os 53 minutos do lançamento até cair no Mar do Japão.

“Depois de ver o lançamento bem sucedido do novo tipo ICBM Hwasong-15, Kim Jong Un declarou com orgulho que agora finalmente percebemos a grande causa histórica de completar a força nuclear do estado, a causa da construção de um poder de foguete”, de acordo com um declaração lida por um apresentador de televisão.

A Coreia do Norte descreveu-se como uma “potência nuclear responsável”, dizendo que suas armas estratégicas foram desenvolvidas para se defender da “política de chantagem nuclear dos EUA dos imperialistas dos EUA e da ameaça nuclear”.

Washington disse repetidamente que todas as opções, incluindo as militares, estão na mesa para lidar com a Coreia do Norte, enquanto enfatizam o desejo de uma solução pacífica.

Além de impor as sanções ONU existentes, “a comunidade internacional deve tomar medidas adicionais para melhorar a segurança marítima, incluindo o direito de interditar o tráfego marítimo”, viajando para a Coreia do Norte, disse Tillerson em comunicado.

A China, a principal aliada do país norte-coreano expressou “séria preocupação” na prova, ao mesmo tempo que pedia que todos os lados atuassem com cautela. Já em Moscou, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, também exortou todos os lados a manterem a calma, dizendo que isso era necessário para evitar um pior cenário na península coreana.

 

Fonte – Reuters