A divisão aeronáutica da Rolls-Royce precisará demitir 4600 funcionários até 2020, de acordo com um comunicado oficial da empresa emitido nesta semana. Ao todo a empresa tem 55 mil funcionários, que trabalham em 50 países. Boa parte dos demitidos será no Reino Unido.

Esse grande corte de funcionários será realizado com finalidade de poupar uma despesa de 400 milhões de libras (US$ 535 milhões) por ano, durante o processo de reestruturação financeira da empresa devido aos recentes prejuízos, com problemas nos motores Trent 1000 e Trent 7000.

Recentemente a Rolls-Royce disse que levaria mais de US$ 740 milhões em prejuízo, para consertar todos os motores Trent 1000 com problemas de fabricação. Esse montante será gasto em 2018 e 2019 para a realização dos reparos (Veja mais Clicando Aqui).

Motores RR Trent 7000. Foto – Rolls-Royce

Além dos motores a Rolls-Royce também enfrenta problemas com os recentes escândalos de corrupção, sendo acusada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos de repassar R$ 35 milhões em propina na Angola, Brasil, Cazaquistão, Iraque e Tailândia. Só por aqui a empresa pagou 1,6 milhão de dólares para um funcionário da Petrobras.

A empresa não poupará nem diretores, que poderão ter seus cargos extintos e até mesmo demitidos da empresa, para reduzir a hierarquia. A Rolls-Royce ainda afirmou que planeja otimizar sua produção nesses próximos anos, para conseguir uma maior taxa de entrega de produtos mesmo com um quadro reduzido de funcionários.

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