A EASA, uma agência responsável pela segurança da aviação na Europa, sugeriu uma atualização de requisitos para os aeroportos, e isso também inclui a diminuição da largura das pistas de pouso/decolagem para aeronaves de grande porte como o A380 da Airbus.

Os novos critérios formulados pela agência pretendem alinhar a concepção dos aeroportos com os do Anexo 14 da ICAO, e ter em conta as alterações metodológicas, operacionais e tecnológicas. De acordo com a EASA essa nova regulamentação para aeronaves de grande porte deve gerar “significativas reduções de custos” para os aeroportos de categoria superior, reduzindo as despesas de construção e manutenção das pistas e taxiways.



Além disso a EASA reafirmou que a mudança da largura necessária para aeronaves da Categoria F, como o A380, de 60 metros (atualmente) para 45 metros (nova medida) também pode criar mais oportunidades de voos com as aeronaves A380 da Airbus, visto que um aeroporto que atualmente tem uma pista com 45 metros de largura não precisa fazer obras para receber o A380, como ocorreu no Aeroporto de Guarulhos.

Airbus A380 no Aeroporto de Guarulhos.

A base para tudo é um estudo da EASA, que indica pouco desvio na aproximação das aeronaves de grande porte, em comparação com as menores, como o Airbus A320. A primeira justificativa é que o maior peso influencia no deslocamento por ventos de cauda, e a segunda se refere as atuais tecnologias de aproximação, como o RNP APCH “AR” e o ILS CAT III, que evitam o desvio lateral da aeronave na aproximação para o pouso.

“Os avanços tecnológicos em aviões modernos permitem uma melhor orientação e controle, mantendo assim um alinhamento mais preciso ao longo do eixo de uma pista”, acrescenta.

A EASA não especificou se o pouso do A380 em pistas com somente 45 metros de largura sofrerá restrições de vento lateral ou visibilidade. Tais restrições podem evitar a situação da foto acima, onde a aeronave é muito afetada pelo vento lateral e pode tocar os motores externos na grama, em uma área não asfaltada e irregular.

As propostas da EASA também incluem novos critérios para a separação das pistas de pouso/decolagem, bem como orientações atualizadas sobre as marcações feitas com tinta nas pistas (como a indicação da cabeceira), a iluminação e a instalação de sistemas de alerta em pousos realizados por computador, sem a ação do piloto na aproximação.

Apesar disso a Categoria F continua para o gate da aeronave e também para taxiways internas, visto que em solo o tamanho da asa do A380 conta para evitar acidentes. O Airbus A380 tem 80 metros de envergadura (asa).

 

 

Via – FlightGlobal