Com os testes em voo em estágio avançado, a Embraer já pode afirmar que sua aeronave E190 E2 fica por mais tempo no ar do que o valor projetado. A apresentação da Embraer durante o Internacional Paris Air Show, comandada pelo CEO da Embraer Aviação Comercial, John Slattery, teve foco no desenvolvimento da sua linha E-Jet E2.

Entre várias informações sobre programa desenvolvimento da aeronave, a Embraer relatou que o desempenho nos testes demonstrou um aumento de autonomia da aeronave, principalmente em cidades de clima quente, como Denver, nessa condição o E190 E2 teve sua autonomia aumentada de 3942 km para mais de 4250 km.



Em condições de clima frio e úmido, como em Londres, o E190 E2 ganhou mais 160 km de autonomia, passando de 3942 km para 4100 km. O intervalo médio denominado pela Embraer foi aumentado de 3942 para quase 4200 km. Essa é uma significativa alteração na autonomia do E2, não do modo como a Bombardier descobriu isso no CS100, que ganhou 650 km a mais de autonomia, porém mostra o bom desempenho do motor Pratt & Whitney em condições críticas, como na decolagem.

Detalhe, a Embraer não fez modificações na aeronave, como aumento do tanque de combustível, então esse upgrade é totalmente natural baseado nas especificações e equipamentos estipulados durante a fase de projeto da aeronave. Ponto positivo para a Embraer, que projetou um produto superior ao esperado pela própria empresa.

 

 

O nome Profit Hunter

Depois de apresentar o E195 E2 Profit Hunter, poucos dias antes do Paris Air Show (veja mais clicando aqui), esse nome dominou praticamente toda a família E2, agora a Embraer se refere à sua nova aeronave como a “Caçadora de Lucros”, mas o caso, que inclusive teve imagens vazadas e pouca explicação pública inicial da fabricante brasileira, teve uma explicação durante a apresentação de Slaterry.

“Este ano já esperamos que as companhias aéreas norte-americanas tenham US$ 17 bilhões de receita, o que representa 60% da lucratividade que será gerada em todo o mundo. Muito disso é graças aos equipamentos de gerenciamento que você já possui no lugar, você pode chamar elas de equipes de gerenciamento da “nova geração”, que estão dirigindo as companhias aéreas do mundo todo”, disse Slattery.

“Isso alimenta a tese da Embraer, visto que ela [a essência] é apresentar às equipes de gerenciamento de companhias aéreas uma aeronave que melhorará sua rentabilidade”, continuou Slattery. Consideramos que o CEO estava falando sobre a família E2, quando disse sobre melhorar a rentabilidade.

 

Certificação e primeiras entregas

Não há atrasos no programa de certificação do E190 E2, a Embraer já concluiu 53% desse processo e fará um grande progresso entre os meses de julho e agosto deste ano. O E190 E2 deverá ser certificado no final de 2017, com a primeira entrega ocorrendo nos meses iniciais de 2018. Recentemente a Pratt & Whitney certificou pela FAA o motor que equipa o E190 E2.

O primeiro voo do E195 E2 foi em março deste ano, a Embraer também não prevê nenhum atraso para o cronograma de testes dessa aeronave, assim a certificação será obtida no final de 2018 e a primeira entrega irá ocorrer no primeiro semestre de 2019, para a Azul Linhas Aéreas (Clique Aqui e saiba mais).

O E175 E2 terá sua primeira entrega só em 2021, após o atraso de um ano da Embraer para esperar os Estados Unidos definirem as leis para a aviação regional.

Durante a apresentação Slattery declarou que até o momento as 4 aeronaves E190 E2 e uma E195 E2 de testes cumpriram no total 940 horas de voo, e mais 2160 horas de testes em solo. Foi detalhado também o período que a Embraer precisou para finalizar o projeto de design da aeronave e concluir os testes, como indicado na imagem acima.

 

Algumas informações via – Airways Magazine