Em junho deste ano John Slattery, presidente da Embraer Aviação Comercial, já tinha deixado o primeiro indício sobre o interesse da Embraer em se fortalecer no setor de aviação comercial, e nesta semana ele novamente reforçou sua posição em relação à participação da fabricante brasileira no mercado de aviões turbo-hélice.

Slattery se dedicou a conversar com companhias da Europa durante dois dias desta semana, vendo primeiramente a opinião de um dos maiores mercados de voos regionais no mundo, depois o presidente da Embraer Commercial Aircraft conversou com companhias de todo o mundo, a pauta principal foi um novo avião para os próximos 20 a 30 anos.

A opinião das companhias ajudam a Embraer nos primeiros traços de uma aeronave, o ganho de eficiência apontado pelas empresas permite que a fabricante trace metas de desenvolvimento, como forma de satisfazer a vontade de maioria das companhias aéreas e, com isso, ganhar u grande número de encomendas devido à satisfação geral em relação ao produto.

Em entrevista no Clube de Aviação em Londres, Slattery afirmou que competir com a ATR e a Bombardier é uma missão possível, visto que ambos os modelos ofertados por essas empresas já contam com décadas de projeto, para o Presidente da Embraer essas aeronaves estão ultrapassadas.

Anteriormente Slattery disse que todos os engenheiros da companhia estarão disponíveis a partir de 2021, com o encerramento do programa de desenvolvimento do KC-390 e do E-Jet E2. A Embraer também tem várias aeronaves de “ficha limpa” no setor executivo, como os jatos Phenom e a família Legacy 450/500, não precisando desenvolver novas aeronaves a partir do zero para atender esse mercado.

O Diretor Executivo chama isso de “recursos de engenharia”, se referindo aos engenheiros, ele diz que planeja implantar os “recursos de engenharia” otimamente após 2021, evitando que boa parte da empresa fique ociosa. Slattery também afirmou que não planeja em nenhum momento competir com a Boeing ou Airbus, ao fazer uma aeronave maior no futuro, ou seja, a Embraer não tem nada em vista para o mercado de aeronaves com mais de 150 assentos.

Atualmente a ATR oferta duas aeronaves, o ATR 42-600 e o ATR 72-600, enquanto o primeiro leva até 50 passageiros (alta densidade), o segundo consegue transportar até 78 passageiros (alta densidade). Os dois são movidos por motores do tipo turbo-hélice da Pratt & Whitney.

O tamanho final da aeronave não foi definido pela Embraer, essa parte ainda passa por um ajuste que depende das companhias aéreas, mas Slattery já adiantou que um possível turbo-hélice terá muitas versões, para abranger um mercado maior.

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