Atualmente a Embraer trabalha com um range de assentos diferente em sua nova família E2, que teve a primeira variante certificada nesta semana. A fabricante oferece aviões dessa família em versões que vão desde 80 até 146 assentos, mas está deixando um pequeno mercado para trás, anteriormente atendido pelo E170.

Mas o vice-presidente de marketing da divisão de aviões comerciais da Embraer, Rodrigo Silva e Souza, disse que a Embraer vai focar em construir aeronaves menores, e descarta investir em algo com mais de 150 assentos. De acordo com ele “o foco não é competir com a Boeing e Airbus”.

De acordo com ele, a Embraer tem duas opções para expandir sua participação no range de 60 a 70 assentos. A primeira é desenvolver uma versão ainda menor do E175-E2, e a segunda é fazer um turboélice regional, mas de acordo com Souza, essa é uma decisão difícil para a empresa.

A Embraer aumentou o tamanho do E175 nessa nova geração, mas já cogitou voltar atrás e desenvolver um E175 com menor capacidade. Isso porque um dos mercados mais importantes dessa aeronave está nos EUA, e até o momento está em discussão entre o sindicato e o governo uma alteração na lei de incentivo à aviação regional, que limita o  número de assentos em uma aeronave regional, no caso o E175-E2 com a alteração poderia estar excluído desse “incentivo”.

Mas a Embraer também já falou sobre um possível turboélice para aumentar sua participação ainda mais no mercado regional, lançando um avião inovador para atuar no range de 40 a 80 assentos, e concorrer com a ATR. Nós já falamos mais sobre esse possível projeto, você pode conferir Clicando Aqui.

Sem reiterar todos esses detalhes acima, Souza observou que qualquer passo adiante da Embraer tem que ser estudado, devido a “equipe pequena” da empresa, que transita entre os projetos da aviação Comercial e Militar. A Embraer precisaria primeiramente esperar o termino do programa E2 e KC-390, para desenvolver um novo turboélice.

 

Via – FlightGlobal

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