A Embraer aceitou um acordo com a Boeing, depois de várias negociações entre as empresas que envolveu até mesmo o Governo Brasileiro. A informação original foi publicada pela Jornalista Miriam Leitão, no Jornal O Globo.

O acordo fechado entre a Boeing e a Embraer deixa de fora a divisão militar da empresa, depois de vários empecilhos do Governo Brasileiro. Uma nova empresa precisará será formada para cuidar da parte de aviões comerciais, que ficará subordinada às outras empresas do Grupo Embraer.



Por enquanto não foi divulgado um valor final pago pela negociação, visto que nenhuma das duas empresas anunciou oficialmente o acordo, que ainda precisa passar por uma autorização das autoridades do Brasil e também internacionais.

Em nota à imprensa, a Embraer disse que não pode comentar assuntos sobre uma potencial combinação de negócios com a Boeing. A empresa disse que fará um pronunciamento oficial quando tudo estiver aprovado e pronto para entrar em vigor.

Jato militar multi-função KC-390, fabricado pela Embraer. Foto – Embraer

De acordo com publicações do Jornal Correio Brasiliense, na tarde de ontem (01/02), o possível acordo fechado entre as duas empresas, e que seria apresentado ao Governo Brasileiro, mantém a Golden Share e descarta alterações no modo de operação da Embraer, mantendo sua sede e produção no Brasil.

No mesmo dia o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o governo precisaria criar condições para impedir o domínio da Boeing sobre a Embraer. Apesar disso ele relatou que todos esperam uma grande cooperação entre as empresas na parte comercial, mas a divisão militar não deveria ser afetada por decisões americanas nem pela disponibilidade de investimentos da Boeing.

Com essa informação as ações da Embraer na Bovespa (EMBR3) apresentaram alta de quase 10% às 11h20 desta sexta-feira, marcando R$ 22,29, ante R$ 20,12 pouco depois da abertura da Bolsa.

 

Informações de: O Globo

Foto em destaque – Embraer