Jatos executivos da Embraer. Foto - Embraer/Divulgação

A Embraer declarou nesta quinta-feira, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que suas últimas negociações com a Boeing não inclui os setores de defesa e aviação executiva da empresa.

Essa declaração da Embraer foi realizada devido aos questionamentos da Bovespa sobre informações recentes da negociação entre as duas empresas.



“A Embraer e a Boeing Co., em conjunto com o grupo de trabalho, ainda estão analisando possibilidades de viabilização de uma combinação de seus negócios, que poderão eventualmente incluir a criação de outras sociedades com participação conjunta na área de aviação comercial, deixando por outro lado separadas as demais atividades notadamente aquelas vinculadas à área de defesa e, possivelmente, também a área de aviação executiva, que permaneceriam exclusivamente com a Embraer”, disse a empresa.

A declaração da Embraer, mesmo sendo direcionada ao mercado financeiro, pouco diz sobre o estado atual das negociações, e nem diminui as especulações sobre o caso, principalmente na mídia estrangeira.

KC-390 é um produto inovador na linha da Embraer. Foto – Embraer

Nesta semana o Ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, ressaltou que estava aberto a negociar uma parceria envolvendo o KC-390, apesar de dizer que o contrato entre as duas empresas “precisa ser uma operação ganha ganha”, citando o fato que a Embraer não pode sair na desvantagem. 

Os setores de defesa e aviação executiva estão entre os mais rentáveis da Embraer, a empresa conseguiu nos últimos anos ser destaque nos seus setores de atuação, dominando boa parte do mercado de jatos executivos, antes liderado pela Cessna e Bombardier, através de novos aviões, modernos, baratos e eficientes.

Curiosamente as ações da Embraer terminaram o dia em queda de 1,16%, cotadas em R$ 23,02.