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Emirates escolherá entre 787-10 e A350-900 no próximo ano

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A Emirates está novamente estendendo o prazo para a decisão sobre sua frota de nova geração, de acordo com Tim Clark, hoje CEO da Emirates, a escolha de cancelar a encomenda de 70 Airbus A350-900/1000 realizada não pareceu totalmente a das mais certeiras, porém ainda se está avaliando as possibilidades e negociando com os fabricantes sobre o desempenho de possíveis novas gerações e valor de encomenda.

Entre as possibilidades descartadas de Tim Clark está a das encomendas serem realizadas no Dubai Air Show de 2016 e também de realizar mais encomendas do A380 durante o show aéreo, ele diz que a Emirates ainda está negociando uma versão A380neo com a Airbus, onde o A380 seria equipado com tecnologias mais atuais de controle e também com motorização mais econômica de nova geração. Mas a expectativa é baixa sobre o lançamento de uma nova versão do A380 nos próximos meses, mas é fato que as encomendas do A380 não agradam muito a Airbus que ainda não superou o deficit de desenvolvimento da aeronave.

“Se a Airbus desenvolver, seria de interesse para toda as companhias, e eu gostaria de vê-los a vender mais aviões A380”, diz ele. Ele acrescenta que um A380neo não teria que ser uma aeronave maior, mas que um novo motor e ajustes aerodinâmicos poderia fazer o A380 atual ser até 13% mais econômico.

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“A Emirates tem todos os dados que precisamos para fazer uma avaliação do A350 e do Dreamliner esticado, embora é uma decisão não é “iminente”, disse Clark. O CEO se mostrou preocupado em relação ao desempenho do Boeing 787-10 em climas quentes como o de Dubai  e também reforçou que até o momento está sendo bom os números apresentados pelo A350-900 na fase de testes. Em opinião ao 787-10, o totalmente esticado Dreamline o Tim Clark complementa, “Nós não iria colocá-lo em Nova York ou Sydney, mas como uma aeronave para voar até 8.5h com toda carga útil, parece que um bom avião”, diz ele. Isso é possível por conta da carga útil em relação aos motores do 787, levando menos combustível é possível assegurar que a aeronave decolará, porém o A350-900 pode fazer o mesmo mas realizando um voo de 9 a 11hrs com a mesma carga.

“Isso torna a vida difícil” para o 787-10, cujos motores gerar cerca de  76.000 lb de empuxo. Clark disse que sua equipe estima que até 84.000 lb seriam necessários para assegurar a decolagem com carga completa durante todo o ano. “No A350-900, nós não temos esse tipo de restrições operacionais condições”, acrescentou Clark.

 

Clark prontamente admite que algumas outras companhias aéreas, se houver, têm essa exigência e que nem a Boeing, nem os tomadores de motor 787-10 vão desenvolver essencialmente um motor novo apenas para a Emirates. “Eles provavelmente vão dizer: Olha, é isso”, disse ele, chamando que uma “posição perfeitamente razoável.” Clark apressou-se a assegurar Boeing que a porta não está fechada. Ele é, afinal, um negociador mestre.

O A350-900 é uma aeronave mais pesada, disse ele, projetado para voar cerca de 1.000 milhas mais do que o 787-10, que tem um alcance de cerca de 8.000 milhas que é o suficiente para fazer as missões necessárias. A se posicionar a favor do 787-10 está a já confiabilidade de operação obtida pelo seus 2 irmãos menores, algo ainda não encontrado no A350-900 visto que até o momento não foi colocado suficientemente em prova para obter as informações necessárias.

About the author

Pedro Viana

Pedro Viana

Acadêmico de Engenharia Aerospacial - Editor de foto e vídeo - Fotógrafo - Aeroflap

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