Anteriormente a Emirates estava em uma decisão difícil para incorporar um novo tipo de aeronave em sua frota, os diretores da companhia tinham duas opções na mão, ambas bem modernas e de acordo com a proposta da companhia, de achar um avião menor do que o 777-300ER.

A decisão era entre o Airbus A350-900 e o Boeing 787-10.



E na manhã deste domingo, no primeiro dia do Dubai Airshow 2017, a Emirates anunciou juntamente com a Boeing a encomenda de 40 aviões 787-10 Dreamliner, colocando um fim à indecisão da companhia aérea sobre o seu futuro avião.

Sem descontos o contrato é avaliado em US$ 15,1 bilhões. De acordo com o Sheikh Ahmed bin Saeed Al Maktoum , presidente e diretor executivo da Emirates Airline, o primeiro 787-10 será recebido pela companhia somente em 2022.

A Emirates cancelou em 2014 uma encomenda para 70 aeronaves da linha Airbus A350XWB (900/1000), depois da encomenda realizada em 2013. Na época ela alegou que precisava de um tempo maior para tomar a decisão final e avaliar o desempenho das aeronaves.

Na Emirates o 787-10 fará uma interface essencial abaixo do Boeing 777X e Airbus A380 em capacidade, ele também será capaz de substituir a frota de média capacidade da Emirates, operada por aviões do modelo A330 e A340, que foi aposentada nos últimos anos. Atualmente a Emirates só opera com aviões da família 777 e A380.

Em entrevista para a imprensa presente em Dubai, Ahmed bin Saeed Al Maktoum disse que a Emirates está pronta para encomendar mais aeronaves desse tipo se houver demanda, e que essas 40 serão configuradas com cabines de duas ou três classes, capazes de acomodar de 240 a 300 passageiros.

A Emirates também se destaca por ser a cliente de lançamento do 777X e a maior cliente desse avião, com 150 encomendas e entregas a partir de 2020.

Já a Boeing aproveitou para ressaltar as mais de 600 unidades do 787 fabricadas desde 2011, quando a primeira entrega foi realizada para a All Nippon Airways (ANA); a certificação próxima do 787-10, no qual a empresa entregará a primeira unidade a um cliente em 2018; além dos mais de 65 clientes que encomendaram mais de 1275 Dreamliners até hoje, incluindo 210 encomendas para o 787-10.

 

O Boeing 787-10

Foto – Boeing/Divulgação

O grande destaque do 787-10 é conseguir transportar 40 passageiros a mais em comparação com o 787-9, para isso a Boeing alongou a fuselagem em 5,5 metros. Essa alteração combinada com a eficiência já conhecida da família Dreamliner, pode proporcionar um consumo de combustível até 25% menor em comparação com os concorrentes.

A comunalidade de projeto do 787-10, permite que outras companhias aéreas que já utilizam o 787 consigam aproveitar os pilotos, comissários de bordo e mecânicos para as três variantes da família Dreamliner. A Boeing afirma que o 787-10 tem 95% de igualdade com outros aviões da mesma família, a companhia pode trabalhar com a mesma equipe para transportar de 240 a 330 passageiros.

O 787-10 tem alterações no ar-condicionado, que agora tem 15% a mais de capacidade de refrigeração. Os motores também receberam um acréscimo de 5000 lbs de força, com manutenção das duas opções, são elas: O Rolls-Royce Trent 1000 e o GE GEnx-1B.