A JetBlue foi a cliente de lançamento do Embraer E190, levando a aeronave também para o mercado norte-americano.

Mas recentemente a companhia optou pelo Airbus A220-300, depois de analisar a aeronave contra o Embraer E195-E2. A JetBlue espera utilizar esse avião para substituir ao mesmo tempo o E190-E1 e o Airbus A320ceo, em uma mudança completa da sua frota.

A companhia também levou uma ampla equipe para avaliar o avião em seu hangar, no aeroporto John F. Kennedy. A JetBlue foi convencida das capacidades da nova aeronave, incluindo a economia de combustível que promete ser 40% superior por assento.

O novo jato da Bombardier/Airbus é muito moderno, além dos comandos Fly-By-Wire e dos motores PW1500G feitos exclusivamente para essa aeronave, o A220-300 incorpora materiais compostos na construção da fuselagem. O avião é cerca de 6 toneladas mais leve que um Airbus A319neo, leva a mesma quantidade de passageiros e tem praticamente a mesma autonomia de voo.

A JetBlue estima que a A220 reduzirá os custos operacionais em 29% por assento, compreendendo uma redução de 40% nos custos com combustível e 22% nas despesas não relacionadas a combustível, quando comparada com a frota da Embraer E190. O lucro adicional por aeronave será entre US$ 4 a US$ 5 milhões, trimestralmente.

Um dos pontos avaliados pela companhia foi a flexibilidade de frota, a ideia da JetBlue é conseguir diminuir o número de aeronaves diferentes na sua frota. O destaque do A220-300 é transportar até 160 passageiros em classe única, enquanto o E195-E2 fica limitado aos 146 passageiros.

Além disso o E195-E2 tem a autonomia máxima de voo bem menor, em comparação com o A220-300. Esse foi outro ponto analisado, já que o A220-300 permite alguns voos de longa distância, dentro da própria América do Norte e os transcontinentais.

Claro, a companhia também vai substituir o A320ceo por esses aviões, e desistiu de encomendar o A320neo. No mesmo contrato, já avaliando nesse ponto a flexibilidade, ela conseguiu portar sua encomenda para o A321neo, sem custos adicionais, antes a JetBlue tinha 25 aviões encomendados do modelo A320neo, além disso a companhia alterou as entregas ao longo dos anos.

A Airbus também permitiu que as opções de compra, para 60 aviões A220, sejam exercidas para qualquer variante da aeronave “regional”, ou seja, a JetBlue poderá escolher o A220-100 futuramente para atender destinos de menor demanda. O contrato inclui 60 aviões A220-300 encomendados e outras 60 opções de compra, com possibilidade de exercer elas a partir de 2025.

Dessa forma podemos ver o primeiro exemplo de como a Airbus conseguiu aliar a flexibilidade de compra com a economia do A220, algo que a Embraer não consegue fazer. Aliás, a aviação muda muito em 10 anos e a companhia aérea com certeza vai optar por um contrato com maior flexibilidade, e uma porcentagem menor de multas.

A companhia receberá esses aviões da encomenda a partir de 2020, sendo cinco unidades no primeiro ano, indo até 2025. Todos os aviões serão montados nos Estados Unidos, na nova linha de montagem final que a Airbus construirá em Mobile, no Alabama, onde já tem uma unidade de montagem para a família A320.

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