O Bombardeiro B-1B dos Estados Unidos, operado pela Força Aérea Norte-Americana, é uma aeronave bastante versátil para a USAF, não é muito cara de operar, como o B-2, e nem tão old-school como o B-52, e de quebra ainda fornece algum nível de “avião invisível”, mas não como o B-2.

A USAF opera com essa aeronave desde 1986, quando ela realmente entrou em serviço, e atualmente tem 62 desses bombardeiros, distribuídos nos seguintes esquadrões: Dyess AFB, Texas, Ellsworth AFB, South Dakota. Além disso os EUA já modernizaram 32 desses aviões.

Todos esses detalhes parecem convergir para um futuro duradouro do B-1B, e realmente esse bombardeiro durará até depois de 2040, mas a USAF não confirma se realmente planeja manter o B-1B em sua frota durante todo esse tempo, apesar das mudanças nas manutenções para prolongar o período de uso.

E essa pesquisa para prolongar a vida do B-1B está sendo realizada pelo menos desde 2012 pela Boeing, verificações de fadiga da asa e fuselagem ajudam na criação de um panorama geral para determinar se é possível prolongar a vida do B-1B, em outra aeronave isso deu certo (B-52), esta os EUA planejam levar pelo menos até 2050.

Bombardeiros supersônicos B-1B e caças furtivos F-35B da força aérea dos Estados Unidos acompanhados por aeronaves militares do Japão. Foto – Ministério de Defesa do Japão

Essa pesquisa da Boeing também é para avaliar se esse bombardeiro suportará voar até 2050, o único ponto ruim de todo esse processo é que apenas 20% dele está concluído, mas 72% dos testes nas asas já foram realizados, mas a Força Aérea Americana já crê que é possível voar até 2040 sem maiores problemas, apenas com reformas em sua complicada asa, que tem a capacidade de variar o ângulo de enflechamento.

“A partir do momento, não planejamos uma extensão de vida a pleno”, disse o general Michael Schmidt, diretor executivo do programa da Força Aérea para caças e bombardeiros.

Isso porque desde o início a Rockwell projetou um avião para operar por vários anos, além da vida útil que a USAF daria inicialmente, esse foi inclusive um pedido da Força Aérea Americana. Dessa forma o B-1B se assemelha ao B-52, que é o verdadeiro tanque de guerra aéreo dos EUA, e ao B-2, que entrou em serviço em 1997 mas durará muitos anos.

O limite de vida útil projetado inicialmente para o B-1B é de 9681 horas de voo, mas atualmente a USAF disse que cada avião pode atingir até 19900 em serviço, tranquilamente.

Foto – USAF

Enquanto isso o B-1B recebe atualizações para melhorar seu desempenho de combate com outras aeronaves da USAF, esse sistema é chamado de Link 16 e permite que o avião entenda comunicações criptografadas provenientes de diferentes tipos de aviões da USAF. A Rockwell Collins está sendo responsável por implementar esse sistema chamado de Multifunctional Information Distribution System-Joint Tactical Radio System (MIDS-JTRS). Além de um outro chamado de Mode 5 Identification Friend-or-Foe and Automatic Dependent Surveillance-Broadcast (ADS-B Out). Anteriormente a Boeing implementou atualizações no Battle Station do B-1B (foto acima), para alinhar o sistema com novas tecnologias.

Foto – USAF

O grande atrativo dos EUA sobre o uso do B-1B é o lançamento de bombas convencionais, não há nada com a capacidade desse avião, nem mesmo o B-52 é capaz de levar tantas bombas ao mesmo tempo como um B-1. Esse bombardeiro também é famoso pelo seu carrocel rotativo de bombas, que abriga uma grande quantidade em um espaço pequeno na parte inferior da fuselagem, e há vários deles.

Sobre o B-2 ele ainda citou: “Estruturalmente, o programa é ótimo”, disse Schmidt. “Não temos testes de fadiga em grande escala naquela plataforma, e realmente não é necessário”.

De todas as preocupações da USAF, a maior é em relação à sobrevivência do B-2, visto que há apenas 20 aeronaves ativas, do mesmo modelo o B-2 é o bombardeiro com menor frota na USAF, o alto custo de produção limitou o número de unidades fabricadas na época, e o substituto, nomeado como B-21, não chegará tão cedo, pois ainda estão testando as novas tecnologias como o laser capaz de derrubar aviões. Pelo menos há uma notícia boa, o B-2 deve aguentar firme pelo menos até 2060.

 

Via – Aviation Week

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