Foto - Boeing

Como mais um capítulo da sua crise financeira, a Etihad Airways está negociando com a Boeing um possível cancelamento das suas encomendas para o 777X, no total 25 aeronaves correm risco de não serem fabricadas pela Boeing, um montante que resulta em quase US$ 10,6 bilhões em receita para a fabricante.

Essa negociação da Etihad faz parte de um plano de revisão de frota da empresa, com finalidade de estancar um prejuízo anual de US$ 2 bilhões que a companhia vem sofrendo desde 2016.

A desistência dessa encomenda resultará, com certeza, na aplicação de uma taxa de cancelamento pela Boeing, item que está sendo negociado com a fabricante para um menor prejuízo à companhia aérea.

A encomenda da Etihad representa quase 8% dos pedidos da Boeing para o 777X, e para a versão -8 representa ainda mais, visto que a companhia optou por oito aeronaves dessa variante.

Ao mesmo tempo a Etihad deixa de lado uma competição com a Qatar e a Emirates no futuro, que poderão oferecer passagens mais baratas devido ao menor consumo de combustível do 777-9X, e também a maior disponibilidade de assentos em comparação com o 777-300ER.

Essa possível desistência também liga um alerta na Boeing, que mesmo recebendo a multa sem gastar com a produção, precisa se preocupar com novas encomendas para o 777X, um projeto que no momento engatinha em comparação com o mercado atual, mas que já registra mais pedidos firmes quando contrapomos com o Boeing 777 Classic no mesmo período de desenvolvimento.

Mesmo assim a Boeing mantém a expectativa de realizar o primeiro voo da aeronave em 2019, e entregar a primeira unidade em 2020.

Outras companhias estão negociando com a Boeing para adquirir mais aviões do modelo 777X, como a Turkish Airlines.

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